Notícias /

Estudo realizado no HGRS avalia a eficácia da laserterapia em portadores de hanseníase

22/03/2018 16:47

Com o propósito de avaliar a eficácia da laserterapia em portadores de lesão crônica hansênicas, a enfermeira Hilná Barbosa – profissional do ambulatório de hanseníase do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) – desenvolveu um estudo com nove pacientes da instituição. No experimento, de quatro meses de duração, quatro pessoas foram tratadas sem laser e cinco foram submetidas à laserterapia. Entre os resultados, conforme adianta ela, está a diminuição no consumo de insumos, o que implicará na redução de gastos relativos ao tratamento, podendo, também, gerar novas vagas para atendimento.

A pesquisa é fruto do trabalho de conclusão de curso da pós-graduação em enfermagem dermatológica, em que Hilná obteve nota máxima. O próximo passo é aplicar o método no ambulatório. Para isso, ela irá contar com mais uma enfermeira dermatológica e dois cirurgiões ortopedistas. A previsão de início é em abril e terá a duração de seis meses, quando serão entregue as conclusões.

“A laserterapia promove o alívio da dor e do processo inflamatório, que, consequentemente, promove a redução do uso de medicamentos”, explica a autora do trabalho, para depois acrescentar: “acredito que esse estudo pode contribuir para maior viabilidade da aplicação de nova tecnologia em serviços básicos de saúde, visando um tratamento com menor custo e diminuição do tempo de cicatrização, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida a esses portadores. Com base nos resultados obtidos no experimento, é evidente a aplicabilidade do laser no processo de cicatrização dos pacientes sequelados pela hanseníase”.

A hanseníase, como lembra Hilná, é considerada um grave problema de saúde pública. Causada pelo bacilo Mycobacterium Leprae, tem grande capacidade de infectar muitas pessoas, dando-se o contágio através das vias aéreas superiores. “As lesões neuropáticas são umas das sequelas decorrentes da hanseníase, mas o paciente também pode desenvolver diversos problemas psicossociais. É uma doença bastante incapacitante para os portadores e pode levar à deformação do membro afetado”, completa.

 Fonte: Ascom HGRS

Notícias relacionadas