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Acromegalia e gigantismo têm assistência do Cedeba, que também dispensa medicação

26/03/2018 14:37

O crescimento fora da curva de Rodrigo Santos Mota – ele mede 2,20 m – levou a assistente social que o atendeu na sua cidade a encaminhá-lo ao Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba), onde vem sendo acompanhado desde 2016 pelo ambulatório de Neuroendocrinologia. Ele faz exames de laboratório para avaliar o hormônio do crescimento(GH), não apresenta qualquer alteração, mas precisa de contínua avaliação, segundo a endocrinologista Flávia Resedá.

Com 19 anos, Rodrigo mora em Ipiaú – na região Sudoeste da Bahia, onde faz o curso médio, e também participa do Programa Jovem Aprendiz, como vendedor numa loja de produtos agropecuários. Nas horas vagas, joga basquete no colégio, tem namorada (mede 1,60), mas enfrenta dificuldades comuns a pessoas cuja altura foge do padrão. Calça 48, exigindo sapatos sob medida e a cama, com 2,50m, também foi feita sob encomenda. Passar em portas, andar de ônibus são outras situações difíceis.

No Discovery Brasil

Uma equipe da produtora Barcrofit acompanhou a rotina de Rodrigo em Ipiaú e hoje veio ao Cedeba para mostrar o atendimento que ele recebe. A história do jovem será apresentada pelo Canal Discovery Brasil, na série “Meu Corpo, Meu Desafio”, que tem uma proposta educativa, de orientar sobre situações que exigem atenção.

O crescimento exagerado pode ser causado por um tumor benigno na hipófise (adenoma), decorrente da produção exagerada do hormônio do crescimento (GH), que quando começa no jovem pode causar o gigantismo. No adulto, a acromegalia se manifesta com o crescimento das extremidades: aumento do nariz, orelha, pés e mãos. A acromegalia é uma doença rara, que registra 3,3 casos por milhão/ano. Pode ainda haver espessamento da pele e suor excessivo, aumento da oleosidade da pele e de pelos. O ronco também pode ser um sinal de alerta

O Cedeba, unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, é referência para o tratamento da acromegalia e gigantismo. O atendimento é feito no ambulatório de Neuroendocrinologia, onde estão registrados mais de 600 pacientes com patologias diversas – cerca de 80 são casos de acromegalia e gigantismo. Além do acompanhamento especializado, o Cedeba dispensa o medicamento, injetável, de alto custo, para o controle da doença, de aplicação mensal feita no Cedeba.

Caso o paciente com acromegalia não seja tratado, a morte passa a ser duas a quatro vezes maior que na população em geral, segundo a endocrinologista, Flávia Resedá. Como a hipófise é o centro do controle da produção dos hormônios – explica – o aumento excessivo do GH contribui inclusive para o diabetes. Entre os distúrbios associados à doença estão: hipertensão, insuficiência cardíaca, fraqueza, dor de cabeça, alteração visual, depressão e alteração de humor.

Ascom do Cedeba
Cedeba/Acromegalia

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