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Direitos da população trans nas unidades do SUS são discutidos em seminário da ESPBA

28/03/2018 11:03

A Escola de Saúde Pública da Bahia Professor Jorge Novis realizou na essa semana o Seminário Estadual “Dignidade da população trans sob a perspectiva da equidade: Sou SUS e defendo sua identidade”, com o objetivo de sensibilizar, orientar e debater com os servidores públicos, profissionais da saúde, trabalhadores terceirizados, residentes, estudantes de graduação em saúde e áreas afins, que realizam atendimentos nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado da Bahia, sobre a necessária observância e respeito ao uso do nome social, bem como à dignidade da pessoa humana e redução das dificuldades e preconceitos enfrentados pela população trans em seu cotidiano.

O seminário contou com a presença do defensor público César Ulisses Oliveira Monteiro da Costa, que proferiu palestra sobre Direitos da População Trans. Em seguida, o professor Ailton Silva Santos, assistente social do Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (CEDAP), falou sobre aspectos da Transgeneridade em Saúde.

No segundo momento do evento, foram feitos relatos de experiência com o tema Vivência no SUS: o ser trans, com destaque para as falas da auxiliar administrativa, estudante de Direito da Faculdade Baiana de Direito, transfeminista e mulher trans, Selena Oliveira Ramos, e do fotógrafo, ativista e homem trans, João Hugo Cerqueira.

A última fala do seminário apresentou os avanços alcançados pelo Hospital Geral do Estado (HGE), com a palestra Nome social e cuidado em saúde no contexto hospitalar, proferida pela assistente social Lilian Chaves, coordenadora do Serviço Social e membro do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) do HGE.

O evento chegou ao fim com um participativo e expressivo debate protagonizado pelo público presente e os respectivos palestrantes convidados, sendo merecedores de destaque os esclarecimentos e pontuações realizadas por Selena Ramos e João Hugo Cerqueira, acerca das melhorias que devem ser implementadas nos diversos serviços de saúde ofertados pelo SUS não só do ponto de vista legal, mas, principalmente, cultural, ético e incisiva persistência no que tange à redução das iniquidades, resistência e dúvidas que surgem em torno da população trans.

Ascom da ESPBA
ESPBA/vivência

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