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Sessão do Cedeba trouxe palestra sobre Terapia de Reposição Hormonal

08/05/2018 16:06

O homem diabético, na maioria dos casos, tem níveis mais baixos de testosterona, hormônio necessário para o desejo sexual (libido). Mas pode haver desejo (testosterona normal) com disfunção erétil, situação que não depende de reposição hormonal, mas de medicamentos para estimular a ereção. Isso foi o que explicou o doutor em Endocrinologia pela Universidade de São Paulo (USP), coordenador da Residência Médica do Cedeba e professor de Endocrinologia da UNEB e FTC, Alexis Guedes, na palestra sobre “Terapia de reposição hormonal androgênica e estrogênica em pacientes com diabetes mellitus”.

A palestra foi apresentada na sessão mensal de atualização em diabetes, que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), promoveu hoje, no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS). Destinada a trabalhadores do SUS, incluindo estudantes do ensino superior as sessões têm o objetivo de atualizá-los quanto ao manejo clínico em diabetes, práticas educativas e dispensação de medicamento glicêmico, buscando a melhoria do cuidado prestado”.

Muitos estudos

O palestrante apresentou muitos estudos sobre reposição hormonal androgênica, Citou o uso injetável de testosterona (de longa duração), que mostra significativa redução progressiva do IMC (relação peso x altura) para os três diferentes níveis de obesidade, sem que o paciente alcance o platô ( quando o peso deixa de cair). No grau de obesidade três a redução da cintura foi de até 14,3 centímetros e de 10, no grau 1. Mas – alertou – o uso do hormônio só está indicado para os pacientes com baixa testosterona.

Assunto que ainda gera muita polêmica no meio científico, a reposição hormonal em pacientes diabéticos precisa ser feita com critérios e muito cuidado, segundo o especialista Alexis Guedes. Ele explicou que no homem diabético, o ciclo que conduz à baixa de testosterona passa pela obesidade, resistência à insulina, aumento do triglicérides e do estradiol.

Mulheres

Na mulher, a queda na produção de estrógeno acontece com a menopausa (em média aos 51 anos). Uma queda abrupta, ao contrário do homem, cuja redução é lenta e gradual, mas contribui para diminuição do desejo sexual (libido) e também altera o sono, além de altera o humor.

O coordenador da Residência Médica do Cedeba também apresentou um estudo que mostra ser maior o risco de diabetes no grupo de mulheres, quanto menor o tempo de exposição ao estrógeno. Tanto nos casos de menopausa mais cedo do que o habitual como naquelas submetidas cirurgicamente à retirada de ovários. O estrógeno teria, portanto – explicou – fator de proteção contra o diabetes.

Mas a Terapia da Reposição Hormonal Feminina é também muito discutida, sendo o seu maior benefício para pacientes com perda de massa óssea. Mas é contra-indicada para casos de câncer de mama, trombose venosa profunda (TVP) e doenças cardíacas.

Na sua palestra, doutor Alexis Guedes deixou clara importância da prevenção dos diabetes, doença que o Brasil ocupa a quarta posição no mundo. E as projeções sobre o crescimento da doença no planeta são assustadoras. Em 2045, o mundo terá 629 milhões de diabéticos, contra os 425 milhões atuais.

Ascom do Cedeba
Cedeba/reposiçãohormonal

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