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Gravidez em diabéticas deve ser bem planejada

25/06/2018 15:36

A importância do planejamento da gravidez é ainda maior para as diabéticas. A mulher com diabetes pode engravidar, mas precisa estar bem e manter a glicemia sob controle durante toda a gestação para evitar riscos para si e para o bebê. Isso é o que explica a ginecologista e obstetra, Gilna Americano da Costa, que no próximo dia 3 de julho (terça-feira), abordará o tema “Contraceptivos e o Diabetes”, na sessão temática em diabetes, iniciativa do Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba) por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), das 9 às 11h30, no Centro de Atenção à Saúde (CAS).

Diante da importância do planejamento, Gilna Americano da Costa discorrerá sobre contraceptivos, mostrando os mais indicados para as diabéticas. No caso dos contraceptivos orais, por exemplo, são indicados os de mais baixa carga hormonal, porque a paciente diabética tem maior risco de problemas circulatórios.

Ainda segundo a ginecologista e obstetra, a gestante diabética precisa manter a glicemia sob controle todo a gravidez. Tanto assim – explicou – que nos casos de diabetes mellitus tipo 2 DM2, mesmo quando o controle é feito com medicação oral, durante a gestação, passam a fazer uso de insulina.

Autonomia do Cuidado

Sempre realizada na primeira terça-feira do mês, para atualizar os profissionais da Atenção Básica, como destaca a coordenadora da Codar, Graça Velanes, a sessão da próxima terça-feira começa focando a importância do auto-cuidado com a experiência da médica clínica, especialista em Saúde Pública, Rita Maluf. Ela abordará o tema “Glicemia: Uma Ferramenta de Educação Permanente de Saúde em Movimento para a Autonomia do Cuidado”.

Ela conta que o trabalho com o grupo de pacientes diabéticos que ela faz na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, nasceu quando ela trabalhava no PSF, inspirada nas experiências do trabalho educativo do Cedeba, como o “Doce Conviver” e o Ambulatório de Ajuste Glicêmico.

A educação do diabético – pontua – é muito importante. “Mas não basta a informação, porque é necessário sensibilizar o diabético para que ele altere seu estilo de vida, que ele tenha a consciência da necessidade de mudar para ter o auto-cuidado. É preciso educar para que o diagnóstico do diabetes seja feito antes que as complicações da doença se instalem, ao contrário da realidade atual: os casos de diabetes, em sua maioria, são identificados quando o paciente enfarta, sofre Acidente Vascular Cerebral (AVC), apresenta pé diabético, problema renal porque o diabetes já está presente há muito tempo.

O Grupo criado pela médica Rita Maluf, quando ela estava no PSF, hoje funciona no andar térreo de sua residência, em Cachoeira, com reuniões semanais e participação regular de 18 diabéticos. Sua experiência a motivou a criar o Centro de Apoio Terapêutico ao Diabético, em São Félix, cidade vizinha a Cachoeira (separada apenas por uma ponte), que deverá funcionar com o apoio do Prefeitura.

Ascom do Cedeba
Cedeba/gravidez

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