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Equipe do HGRS apresenta três trabalhos em congresso pan-americano de Parkinson

03/07/2018 16:00

Responsáveis pelo Ambulatório de Transtornos do Movimento e Doença de Parkinson do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), o neurologista Guilherme Valença e a fisioterapeuta Lorena Rosa Almeida apresentaram três trabalhos no Segundo Congresso Pan-americano de Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento, realizado em Miami (Flórida). Duas das pesquisas estão relacionadas às quedas pelas quais passam, frequentemente, os pacientes.

Lorena é a primeira autora do trabalho intitulado ‘Reliability and validity of the Brazilian-Portuguese version of the Activities-specific Balance Confidence scale and the Falls Efficacy Scale – International in people with Parkinson’s disease’, que, conforme explica ela, trata sobre a validação da versão em português de duas escalas sobre o medo de cair em pessoas com doença de Parkinson.

“O trabalho mostrou que ambas possuem boa validade e confiabilidade entre examinadores nessa população, sendo dois instrumentos de avaliação importantes para rastreio de risco de quedas”, conta a fisioterapeuta.

Já o trabalho ‘Amantadine-induced speech impairment in Parkinson’s disease’ teve Guilherme como primeiro autor. Nele, o neurologista descreveu três casos raros de pacientes acompanhados no ambulatório do HGRS que evoluíram com alteração da fala após uso de um medicamento para tratamento da doença de Parkinson. Tais relatos servem como alerta aos profissionais de saúde para essa possível complicação, que pode implicar em interrupção do uso do medicamento.

A pesquisa ‘Circumstances of falls in people with Parkinson’s disease’ foi realizada pela aluna de doutorado da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Helen Meira Cavalcanti, que fez a coleta de dados no Ambulatório de Transtornos do Movimento e Doença de Parkinson do HGRS, sob a orientação de Lorena Almeida. O objetivo, segundo a profissional do hospital, foi identificar as circunstâncias de quedas em pessoas com Parkinson.

“Esse trabalho foi selecionado pela comissão científica do congresso para um tour guiado do pôster, em que há apresentação oral do trabalho para dois grandes especialistas da área, os professores Susan Fox, do Canadá, e Oscar Gershanik, da Argentina”, lembra Lorena.

De acordo com a fisioterapeuta, foi constatado que as pessoas caíram mais dentro de casa, enquanto caminhavam: “e as principais causas de quedas atribuídas pelos pacientes foram o congelamento da marcha, que é uma alteração típica da doença de Parkinson, e a perda de equilíbrio. Escorregões e tropeços também foram relatados como causas de quedas. Os achados podem contribuir para programas de prevenção de quedas”.

Ambulatório de Transtornos do Movimento e Doença de Parkinson do HGRS

Coordenado pelo neurologista Guilherme Valença e pela fisioterapeuta Lorena Almeida, o ambulatório funciona duas vezes por semana (tardes de segundas-feiras e manhãs de quintas). Os principais problemas acompanhados pela equipe são doença de Parkinson, outros tipos de parkinsonismo, distonias e coreias.

A marcação de consultas é realizada de segunda a sexta, na recepção do prédio anexo ao Hospital Geral Roberto Santos. Para tanto, é necessária requisição para atendimento com neurologista e/ou fisioterapeuta, com o motivo de encaminhamento

Fonte: Ascom HGRS

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