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Sessão temática em diabetes focou o auto – cuidado e contraceptivos

04/07/2018 11:34

A importância do auto-cuidado no controle do diabetes foi discutida na sessão temática em diabetes, que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), realiza uma vez por mês para os profissionais da Atenção Básica, da capital e do interior. A sessão também trouxe o tema “Contraceptivos e Diabetes”, que suscitou muitas perguntas.

A sessão, no auditório do Centro de Atenção à Saúde(CAS), começou com a apresentação da clínica, especialista em Saúde Pública, Rita Malu, que abordou o tema “GliceMinha: Uma Ferramenta de Educação Permanente de Saúde em Movimento para a Autonomia do Cuidado”, experiência de trabalho com grupo de diabéticos, na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A médica criou o grupo quando trabalhava no PSF, inspirada no trabalho educativo do Cedeba, com o “Doce Conviver” e o Ambulatório de Ajuste Glicêmico.

O Grupo criado por Rita Maluf, hoje funciona no andar térreo de sua residência em Cachoeira, com reuniões semanais e participação regular de 18 diabéticos. Sua experiência a motivou a criar o Centro de Apoio Terapêutico ao Diabético, em São Félix, cidade vizinha a Cachoeira (separada apenas por uma ponte), que deverá funcionar com o apoio do Prefeitura.

Educação

O trabalho da médica Rita Maluf é focado na educação, daí a escolha do nome “GliceMinha”, porque como destaca, “não basta dar informações ao diabético, é preciso que ele participe como sujeito do processo de mudança para manter a glicemia sob controle, para prevenir as complicações do diabetes que reduzem a qualidade de vida. O auto-cuidado é, portanto – pontuou – essencial para as mudanças que passam pela alimentação, exercício físico e uso regular dos medicamentos.

A palestra da ginecologista e obstetra, Gilna Americano da Costa, com o tema “Contraceptivos e o Diabetes”, trouxe com detalhes os contraceptivos, mostrou as restrições e indicações dos diferentes métodos, tendo focado a evolução dos contraceptivos orais, desde o seu surgimento – quando apresentavam carga hormonal elevada – aos medicamentos atuais, com dosagem bem baixa, chegando a representar até 10 % da concentração do hormonal dos primeiros contraceptivos.

Gilna Americano da Costa explicou cada método contraceptivo: natural, de barreira e os hormonais. Ela destacou que um método seguro e que garante proteção por até 10 anos é o DIU (dispositivo intra-uterino), o T de cobre que não contem hormônios.

A ginecologista mostrou que os contraceptivos hormonais representaram um grande avanço no planejamento da gravidez, mas também no tratamento da dor pélvica, endometriose, tensão pré-menstrual, cistos ovarianos, sangramentos exagerados entre outras doenças.

Nas diabéticas, merecem cuidados especiais na escolha dos métodos contraceptivos as que têm nefropatias e retinopatias. Ela destacou que os contraceptivos são muito importantes para as diabéticas, grupo que pode engravidar, mas fazendo o planejamento porque é necessário estar bem durante toda a gestação, com o controle da glicemia e da hipertensão, principalmente, para garantir a segurança do bebê e da mamãe.

Ascom do Cedeba
Cedeba/sessãojulho