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Novos projetos do PPSUS são aprovados

30/07/2018 14:54

Entre os dias 25 e 27 de julho, a Escola de Saúde Pública da Bahia – Professor Jorge Novis (ESPBA) recebeu os pesquisadores contemplados através do Edital Nº 003/2017 – Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS-BA). Em resposta a este Edital foram encaminhados 129 projetos. Destes, 124 foram enquadrados e avaliados quanto ao mérito técnico-científico e à relevância sócio-sanitária para o Sistema Único de Saúde (SUS). Dos 124 projetos, 56 foram classificados e recomendados para contratação, totalizando R$ 6.464.415,54.

Os coordenadores dos 56 projetos aprovados participaram do Seminário Marco Zero, no qual apresentaram suas pesquisas, trocaram informações e receberam orientações e sugestões, de modo a estabelecer e potencializar estratégias de incorporação dos resultados das pesquisas ao SUS.

A mesa de abertura do Seminário aconteceu na manhã do dia 25, quarta-feira, no auditório da ESPBA, e contou com a participação de Luiz Henrique Gonzales d’Utra, superintendente da Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde (Saftec/Sesab); Lázaro Cunha, diretor-geral da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb); Marge Tenório, responsável pela coordenação nacional do PPSUS no Ministério da Saúde e Suzana Rachel de Oliveira, coordenadora técnica do PPSUS no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Na oportunidade, Luiz Henrique Gonzales parabenizou os pesquisadores cujos projetos foram aprovados e reforçou a importância das pesquisas estarem direcionadas às necessidades da saúde pública do estado da Bahia.

Marge Tenório, responsável pela coordenação nacional do PPSUS, afirmou que o programa é conduzido a partir de uma gestão compartilhada. Criado em 2002, ele se fortaleceu dois anos depois, quando fez parcerias com praticamente todos os estados brasileiros. “Trata-se de um programa espalhado por todo o país, que tem potencializado, em grande número, a pesquisa em saúde. Os resultados do PPSUS são muito exitosos”, comentou.

A gestora esclareceu que o significado do programa vai além do fomento às linhas de pesquisa nas universidades e formação de pós-graduandos. “O mais significativo é a relação com a sociedade. Nosso compromisso é devolver soluções que deem conta dos problemas de saúde local”. Marge ainda contou que dentre os estados que participam do programa, dez deles recebem recursos para pesquisa em saúde apenas do PPSUS. “Tal cenário mostra que esse investimento faz uma boa diferença no fluxo de recursos destinados à ciência e tecnologia, que são, cada vez mais escassos. Trabalhamos muito para colocar essas questões em voga”.

De acordo com a coordenadora técnica do PPSUS, Suzana Oliveira, um dos diferenciais do PPSUS é justamente a descentralização do fomento à pesquisa, já que cada estado seleciona os projetos de acordo com as próprias necessidades da área de saúde. “Os estados têm autonomia para definir os temas prioritários. As propostas passam por seleção de mérito e relevância sócio-sanitária. Tudo visa a adaptação dos resultados às demandas de uma região específica”, explica.

Momento de troca e orientações

Durante o evento, os coordenadores se dividiram em duas salas, a partir de eixos temáticos, para a apresentação dos projetos. Uma banca composta por um pesquisador doutor e um representante da área técnica da Sesab debateu com os pesquisadores pontos referentes à metodologia adotada na pesquisa, à aplicabilidade dos resultados ao SUS e sugeriram rumos e parcerias para o desenvolvimento dos projetos.

A iniciativa do PPSUS é uma parceria entre o Ministério da Saúde (Decit/SCTIE), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb/Secti).

 Fonte: Saftec
/SUS/ PPSUS

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