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Iperba dispõe de serviço especializado na atenção ao recém-nascido prematuro e participa do Novembro Roxo

09/11/2018 14:45

Com 15 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional Unidade (Ucinco), o Iperba atende mensalmente uma média de 17 bebês prematuros por mês. Diariamente profissionais das diversas áreas de saúde (medicina, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição) dedicam carinho, atenção e cuidado a esses pequenos guerreiros. Muitas vezes o bebê nascido prematuramente permanece internado por longo período, tornando a equipe de saúde fundamental para favorecer os laços afetivos com os pais.

De janeiro a setembro deste ano, dos 269 bebês internados na Ucinco do Iperba, 154 nasceram prematuros (idade gestacional inferior a 36 semanas e seis dias), cuja média de permanência é de 12 dias. Contudo, existem casos em que o período de internação pode chegar a cinco meses ou mais.

A medida que ganham peso e tem a saúde estabilizada, os bebês são encaminhados para a Enfermaria Canguru, onde o contato pele a pele com os pais favorece o vínculo afetivo, estabilidade térmica, estímulo à amamentação, e consequente desenvolvimento do bebê. Para tal, o Iperba dispõe de infra-estrutura física e material para repouso e permanência do binômio mãe/filho no mesmo ambiente 24 horas por dia, até a alta hospitalar. Essa enfermaria conta com uma equipe multidisciplinar especializada que presta cuidados assistenciais e orientações aos pais e recém-nascido.

O Método Canguru é justamente o foco central do Novembro Roxo, campanha internacional que visa chamar a atenção para a causa da prematuridade. De acordo com o Ministério da Saúde o Método proporciona diversos benefícios para o bebê: menor tempo de internação; oxigenação adequada; aumento da temperatura do corpo e estabilidade; menos episódios de apneia – paradas respiratórias durante o sono; diminuição do choro; aumento do aleitamento materno; aumento do vínculo pai-mãe-bebê-família; diminuição do tempo de separação pai-mãe-bebê-família; melhor relacionamento família/equipe ; estimulação sensorial positiva; diminuição de infecção hospitalar; controle e alívio da dor; acolhimento ao bebê e sua família e respeito às individualidades.

Dia da Prematuridade

Novembro é considerado o Mês Internacional de Sensibilização para a Prematuridade e o objetivo é alertar sobre o crescente número de partos prematuros, falar da prevenção e informar sobre as consequências do nascimento antecipado para o bebê, para a sua família e para a sociedade. O Dia Mundial da Prematuridade, 17 de novembro, foi criado para chamar a atenção de um problema que atinge 15 milhões de crianças ao redor do mundo.

A cor roxa foi escolhida porque simboliza sensibilidade e individualidade, características que são muito peculiares aos pequeninos. O roxo também significa transmutação, ou seja, mudança; a arte de transformar algo em outra forma ou substância.

Ação do Iperba no Dia da prematuridade

Em 2018, devido ao feriado nacional do dia 15 de novembro, a Organização Não Governamental (ONG) Prematuridade.com organiza suas atividades públicas para 11 de novembro (domingo). O Iperba participa de uma caminhada, juntamente com outras organizações, neste dia, às 7h da manhã, saindo do Cristo ao Farol da Barra.

Dados de prematuridade no Brasil

De acordo com a Pesquisa Nascer, divulgada no Blog do Ministério da Saúde em 2016, a taxa de prematuridade no Brasil é de 11,5%, quase duas vezes superior à observada em países europeus, sendo destes 74% prematuros tardios (34 a 36 semanas gestacionais). Uma das causas apontadas pelo alto índice de prematuridade no Brasil é o excesso de intervenções obstétricas e o baixo uso de boas práticas na atenção ao parto. O país tem a maior taxa de cesarianas do mundo, correspondendo atualmente a 56% dos partos (quase 90% no setor privado), o que leva a supor que essas cirurgias estão sendo realizadas por motivos não clínicos.

A pesquisadora Maria do Carmo Leal, coordenadora do estudo, alertou para as possíveis consequências. “A prematuridade se constitui no maior fator de risco para o recém-nascido adoecer e morrer não apenas imediatamente após o nascimento, mas também durante a infância e na vida adulta. Os prejuízos extrapolam o campo da saúde física e atinge as dimensões cognitivas e comportamentais, tornando esse problema um dos maiores desafios para a Saúde Pública contemporânea”, admitiu.

 Ascom Iperba
Iperba/novembro roxo

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