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Núcleo de Obesidade do Cedeba reforça informações sobre cuidados pós-bariátrica

22/11/2018 14:59

Aos 51 anos de idade, a técnica de enfermagem e costureira Rosânia Lopes, diz sentir-se como se tivesse 25. Sobram-lhe energia e entusiasmo. Isso, claro, depois de eliminar com a cirurgia bariátrica (redução do estômago) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 40 dos 126 quilos, no período de um ano e oito meses. Agora está com 86, “mas de acordo com a orientação da minha nutricionista, Lorenna Fracalossi, que me acompanha aqui no Cedeba, devo chegar a 79 quilos”.

Rosânia, que reside no município baiano de São Gonçalo dos Campos, participou ontem da palestra sobre Cuidados pós Cirurgia Bariátrica, que teve como uma das expositoras, a endocrinologista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Regilane Batista. A atividade integra o Ciclo de palestras do Núcleo de Obesidade do Centro de Referência, sendo conduzida pela equipe multidisciplinar. Os pacientes participam ativamente, demonstrando muito interesse em aprender.

SUPLEMENTOS SÃO ESSENCIAIS

Na apresentação, a endocrinologista mostrou detalhadamente as transformações no aparelho digestivo após a bariátrica. O estômago que antes tinha uma capacidade de até cinco litros, passa para 50 ml, imediatamente após a cirurgia. Além de comer bem menos, há também a redução da absorção de nutrientes, explicou. A necessidade de mastigar bem os alimentos (que deve ser observada por todas para as pessoas) para quem faz a redução do estômago torna-se imprescindível.

Com isso, a perda de peso é muito rápida, chegando a 10% no primeiro mês, caindo para 6 % no segundo e 4% no terceiro, totaliza 20% em três meses. O ritmo da redução vai diminuindo e nos doze meses seguintes atinge mias 20%, totalizando, portanto 40% de redução no peso entre 15 e 18 meses.

Como alguns nutrientes deixam de ser absorvidos com a cirurgia que produz desnutrição programada, o paciente, desde a sua preparação no Cedeba pela equipe multidisciplinar (é a equipe que libera para a cirurgia), sabe que terá de fazer reposição de vitaminas e minerais para manter a saúde, ao reduzir o peso.

Quando a endocrinologista começou a abordar a questão, uma paciente perguntou: “o que acontece quando a pessoa não toma os remédios”. Regilene Batista explicou detalhadamente: se não fizer a reposição do ferro, vem à anemia. O paciente precisa tomar ferro quelado( diferente de sulfato ferroso) e em alguns casos, quando o organismo não responde, há necessidade de ferro venoso.

A deficiência de vitamina B12 pode causar neuropatia, que se manifesta com fraqueza e dores nas pernas e sensação de formigamento, explicou a endocrinologista. Quem faz bariátrica precisa de suplementação de vitamina D, para a absorção do cálcio.

Diante das mudanças que a bariátrica produz no organismo, a endocrinologista destacou que o procedimento obedece a critérios – IMC (índice de Massa Coporal) acima de 40 ou de 35 a 40, a partir de duas doenças associadas à obesidade. Na preparação para a bariátrica, a equipe multidisciplinar faz uma ampla preparação para que o paciente decida com consciência pela cirurgia e ganhe mais saúde, ao reduzir o peso.

Ascom Cedeba

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