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Dia mundial de luta contra a aids – 30 anos

30/11/2018 19:53

No dia 27 de outubro de 1988, há 30 anos, a Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial de Saúde instituíram o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a Aids, cinco anos após a descoberta do vírus causador da aids, o HIV.  A iniciativa foi bem aceita e, até hoje, o Primeiro de Dezembro é marcado em todo o mundo como a data para o combate ao preconceito e ao estigma em torno da doença.

Hoje é possível viver com HIV, atualmente 75% das pessoas vivem com o vírus e conhecem seu status sorológico. A meta da ONU é garantir que até 2020 esse número chegue a 90%, e desses, pelo menos 90% recebam tratamento e entre os que recebem tratamento, 90% tornem indectáveis – estado em que a pessoa não transmite o vírus e consegue manter qualidade de vida sem manifestar os sintomas da aids. No Brasil, 92% das pessoas em tratamento já atingiram esse estado, de estarem indetectáveis.

No campo da prevenção, o SUS coloca à disposição da população as estratégias e tecnologias mais avançadas para a prevenção a infecção pelo vírus, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós Exposição (PEP). Além disso ocorre, cada vez mais, a melhoria ao acesso ao diagnóstico precoce com a ampliação da disponibilização do teste rápido na atenção básica.

Por que um Laço Vermelho?

Símbolo de solidariedade e comprometimento na luta contra a aids, o laço vermelho foi escolhido por sua ligação com a ideia de sangue e paixão. Inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos da Guerra do Golfo, a proposta do laço vermelho partiu de um grupo de artistas nova-iorquinos que queriam homenagear as pessoas mortas pelo HIV.

Publicamente foi usado pela primeira vez pelo ator Jeremy Irons, em 1991, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards. Tornou-se símbolo popular da Campanha entre as celebridades e virou moda. O laço tornou-se um forte símbolo na luta contra a aids.

Aids

De 1980 a junho de 2017, foram identificados no pais 882.810 casos de aids no Brasil.

No estado da Bahia, desde o primeiro caso notificado (1984) até 20 de novembro de 2018, foram registrados 33.046 casos de aids; desses 20.880 (63,2%) do sexo masculino e 12.165 (37 %) do feminino. Nos últimos dez anos (2008-2017), foram registrados 18.231 casos. Neste período a média de razão de sexo foi de 1,6. O maior número de casos estão na faixa etária de 30 a 39 anos. No ano de 2018, até 20 de novembro foram registrados 736 casos. Nos anos de 2014 a 2016 observa-se uma estabilidade na detecção de casos de aids no estado.

Quanto à categoria de exposição, a via sexual concentra o maior número de casos, heterossexual em primeiro lugar seguida de homens que fazem sexo com homens ( homossexual e bissexual).

A maioria dos casos estão centralizados na raça/cor negra (pardos e pretos), sendo um percentual maior na parda.

Gestante HIV e aids em menor de 5 anos

No Brasil, no período de 2000 até junho de 2017, foram notificadas 108.134 gestantes infectadas com HIV. Na Bahia de 2000 a 2017 foram notificadas 4.330 gestantes com HIV; de 2008 a 2017 foram 3.190 casos. Em 2018, até novembro foram 276 casos. A taxa de detecção vem aumentando o que sinaliza uma atenção qualificada do pré-natal, saindo de 1 (2008) para 2,1 ( 2017).

 Fonte: Divep
/doença/aids

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