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Saúde mais perto dos baianos: a regionalização é realidade

19/12/2018 14:36

Sete novos hospitais, oito policlínicas e mais de 20 mil cirurgias realizadas de forma itinerante, contemplando os 417 municípios. Esta é uma pequena amostra das ações do Governo do Estado na área da saúde entre os anos de 2015 e 2018, cujo investimento ultrapassou a casa dos R$ 20 bilhões em obras, serviços e recursos humanos ao longo dos anos.

Uma radiografia da rede de hospitais e serviços contratados neste período apontam que, se ainda não é possível dizer que todos os problemas foram resolvidos na área da saúde, certamente os mais de 1.000 novos leitos dão uma ideia de que os rumos estão corretos.

Isto é resultado do esforço da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) em reduzir o custo das atividades meio e redirecionar recursos para contratar profissionais, adquirir equipamentos e concluir intervenções nas unidades de saúde, além de construir novos hospitais e UPAs. Este é um cenário bem diferente de diversos estados do Brasil, onde o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a redução de repasses federais têm provocado o fechamento de serviços e unidades de saúde.

A capital baiana ganhou três novos hospitais que, juntos, somaram mais de 400 novos leitos. Um dos mais importantes é o Hospital Geral do Estado 2 (HGE 2) com 161 leitos, sendo 52 destes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele é referência no atendimento a queimados e urgências de cirurgia geral, traumato-ortopedia, cirurgia oftalmológica (proveniente de trauma), cirurgia plástica reparadora, cirurgia torácica, cirurgia buco-maxilo facial e cirurgia de coluna.

O Hospital da Mulher, com 136 leitos, já ultrapassou a marca de ‘ mil procedimentos cirúrgicos em apenas um ano e meio de funcionamento. Já o Instituto Couto Maia é o maior e mais moderno hospital especializado em doenças infecto-contagiosas do Brasil. Com 120 leitos, sendo 20 UTIs, a unidade também é um centro de referência internacional em pesquisa no campo de doenças infecciosas.

Ainda na capital, a reabertura do Hospital Alayde Costa implementou mais 102 leitos na rede, sendo 20 de UTI, além do Centro de Hemodiálise que passou a funcionar na unidade para atender 260 pacientes, desafogando a demanda reprimida que existia nesta área. Além disso, a população do subúrbio foi beneficiada com um Centro de Parto Humanizado, capaz garantir a assistência da rede materno-infantil na região, com a estimativa de realizar 100 partos por mês. A estrutura conta com um Centro Cirúrgico e 12 leitos de atenção ao parto.

No interior, os municípios de Feira de Santana, Jequié, Ilhéus e Seabra ganharam novas unidades de alta complexidade. A maternidade regional do Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana, foi inaugurada com 104 leitos, sendo 32 de UTI e 28 de Cuidados Intermediários. O novo Hospital Prado Valadares, em Jequié, adicionou 101 novos leitos ao Sistema Único de Saúde (SUS) e é referência para 27 municípios, beneficiando mais de 600 mil baianos.

Em Ilhéus, o Hospital Regional Costa do Cacau, é referência para 67 municípios que abrigam uma população de 1,6 milhão de habitantes. Além dos 225 leitos, sendo 30 de Terapia Intensiva Adulto (UTI), a unidade conta com os seguintes diferenciais: serviços de cirurgia cardíaca, cateterismo, neurocirurgia, bem como ortopedia de alta complexidade, além de um parque de bioimagem completo, incluindo ressonância magnética e tomógrafo.

O Governo do Estado ainda escolheu o município de Seabra para implantar a primeira unidade de alta complexidade da Chapada Diamantina. O Hospital da Chapada conta com 101 leitos, sendo 10 de UTI. A unidade é referência para mais de 223 mil pessoas, que agora tem acesso ao atendimento de urgência e emergência 24 horas, consultas especializadas, bem como centros de bioimagem e cirúrgico.

Cinco novas Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPAs) também foram construídas para reforçar a rede assistencial nos municípios de Salvador (São Caetano),, Feira de Santana, Jequié, Barreiras e Vitória da Conquista. As UPAs funcionam todos os dias e podem resolver grande parte das urgências e emergências, como pressão e febre altas, fraturas, cortes, infarto e derrame. Com isso, ajudam a diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais. Nas localidades que contam com UPA, 97% dos casos são solucionados na própria unidade. Quando o paciente chega às unidades, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam ainda se é necessário encaminhá-lo a um hospital ou mantê-lo em observação.

Mais assistência

Além dos novos hospitais, o compromisso do Governo do Estado de ampliar e descentralizar o acesso aos serviços de saúde em toda a Bahia é percebido em outras frentes. Um dos destaques é o programa Saúde Sem Fronteiras, que beneficiou mais de 620 mil pessoas e reúne os serviços itinerantes de rastreamento do câncer de mama, oftalmologia, odontologia, mutirão de cirurgias e doação de sangue.

As iniciativas, antes isoladas, foram integradas e ganharam atenção redobrada, circulando nos quatro cantos do estado para levar, cada vez mais, serviços considerados de difícil acesso para a população. Um exemplo é o Mutirão de Cirurgias, que já beneficiou mais de 20 mil pessoas. “Identificamos que a população aguardava meses e até anos para realizar uma cirurgia porque a prefeitura não conseguia oferecer o acesso ao procedimento. O Governo do Estado então, resolveu ajudar os municípios a eliminar a fila dos procedimentos cirúrgicos de maior demanda”, afirma o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, que ressalta também o esforço financeiro para realizar a ação. “Estamos pagando 50% a mais do que o estipulado pela tabela SUS, com recursos do tesouro estadual, para que as equipes médicas tenham interesse em fazer as cirurgias”, pontua o titular da pasta da Saúde.

O Mutirão de Cirurgias já atendeu baianos dos 417 municípios. Inicialmente os pacientes passam por consulta com cirurgião e realizam exames pré-operatórios para serem submetidos a uma das cirurgias ofertadas pelo programa: hérnias (umbilical, inguinal, epigástrica), histerectomia, colecistectomia e tireoidectomia (retirada da tireoide), no caso dos pacientes adultos.

Já para as crianças de 4 a 13 anos são disponibilizadas as cirurgias de amigdalectomia com adenóide, hernioplastias inguinal, umbilical e epigástrica e retossigmoidectomia (retirada da bolsa de colostomia).

Rastreamento do Câncer de Mama na Bahia

Com mais de 1,1 milhão de mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), entre 2015 e abril deste ano, a Bahia obteve o primeiro lugar em cobertura no ranking nacional do exame, conforme estudo realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia, em parceria com a Sociedade Brasileira de Mastologia.

A conquista é resultado da preocupação do Governo do Estado da Bahia com as mulheres em relação ao câncer de mama. A mamografia, de acordo com o Ministério da Saúde, é indicada para as mulheres de 50 a 69 anos, faixa etária de maior risco para a doença. As unidades móveis já percorreram todas as regiões de saúde, realizando exame de mamografia para mulheres que nunca tiveram a oportunidade de fazê-lo.

Exames e especialidades

As policlínicas regionais também foram destaque na estratégia de regionalização do atendimento à população. Somente nas cidades de Teixeira de Freitas, Irecê, Guanambi, Jequié, Feira de Santana, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus e Valença, as policlínicas são referência para aproximadamente 4 milhões de baianos. Entre obras, micro-ônibus, mobiliário e equipamentos, como ressonância magnética e tomógrafo, o Governo da Bahia investiu cerca de R$ 24 milhões em cada unidade.

Entre as novidades, está a forma de gestão compartilhada entre o governo estadual, que financia 40% dos custos mensais, enquanto os municípios consorciados vão cobrir os 60% restantes proporcionalmente à população. As policlínicas regionais tem o objetivo simultâneo de reduzir o vazio assistencial de média complexidade, ampliar o diagnóstico das doenças crônicas e degenerativas, tornando-os mais precoces, além de melhorar a resolutividade da saúde pública.

Diversos exames são oferecidos nas policlínicas regionais, com destaque para os seguintes: ressonância magnética, tomografia, mamografia, ultrassonografia com doppler, ecocardiografia, ergometria, mapa, holter, eletroencefalograma, eletromiografia, raio-X, eletrocardiograma, endoscopia, colonoscopia, nasolaringoscopia, colposcopia, entre outros, ligados às especialidades de oftalmologia. Também são realizados vasectomia, cauterização, pequenas cirurgias e cuidados com o pé diabético, além de biopsias de mama, tireoide, próstata, dérmica, gastroenteral, dentre outras.

Os baianos também tem acesso a uma variedade de especialidades médicas, a exemplo de angiologia, cardiologia, endocrinologia, gastrenterologia, neurologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ginecologia/obstetrícia, mastologia, urologia. Sendo possível, ao longo do tempo, ampliar ou substituir por outras especialidades a depender do perfil epidemiológico da região.

As próximas 10 policlínicas serão construídas nos municípios de Simões, Salvador, Juazeiro, Vitória da Conquista, Jacobina, Paulo Afonso, Barreiras, Senhor do Bonfim, Itabuna e São Francisco do Conde.

Novas perspectivas

O ritmo acelerado das obras e abertura de novos serviços adentra 2019. Na capital e no interior, estão em construção academias de saúde, Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de um novo hospital no município de Lauro de Freitas, bem como as ampliações do Hospital do Oeste, em Barreiras, e do Hospital Regional Mário Sobrinho, em Irecê.

A capital ganhará ainda um Centro de Controle da Hipertensão, um Centro Especializado no Tratamento da Anemia Falciforme, além da requalificação do Complexo Solar Boa Vista, que abrigará a Central Estadual de Laudos, o Centro de Infusão de Medicamentos e a Farmácia de Dispensação de Medicamentos de Alto Custo, centralizando assim o serviço na capital.

No interior do estado, o governo baiano também está construindo uma maternidade no município de Camaçari e uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, em Juazeiro.

O Hospital Metropolitano, que está sendo erguido no município de Lauro de Freitas, será referência para os municípios de Camaçari, Candeias, Dias D’Ávila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Mata de São João, Pojuca, Salvador, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Simões Filho e Vera Cruz. Estão sendo investidos R$ 115 milhões na construção e aproximadamente R$ 70 milhões na aquisição de equipamentos.

A unidade será referência para casos de urgência e emergência, trauma, acidente vascular cerebral (AVC) e contará com 265 leitos, sendo 30 Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e oito salas de cirurgia. Um dos destaques do projeto é a Unidade de Atenção ao Acidente Vascular Cerebral (UAVC), que atende pacientes acometidos pelo Acidente Vascular Cerebral (isquêmico, hemorrágico ou ataque isquêmico transitório), na fase aguda, ofertando tratamento trombolítico venoso, reabilitação precoce e investigação etiológica completa.

O hospital também ofertará serviços de alta complexidade em neurocirurgia, o que envolve equipes especializadas, instalações físicas e equipamentos adequados para o diagnóstico das doenças, além do tratamento neurocirúrgico. Haverá a oferta de leitos de internação, reabilitação e acompanhamento ambulatorial pré e pós a alta hospitalar.

A nova unidade hospitalar da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contará com enfermarias nas especialidades de clínica geral, clínica cardiológica, clínica neurológica, cirurgia geral, cirurgia urológica, vascular, gastro e neurológica, além de setor de imagem e diagnóstico para realização de exames como tomografia, ressonância magnética, ecocardiograma e ultrassom. Um heliponto também será construído para uso nos casos mais urgentes.

Outra construção relevante é o Novo Hospital Cleriston Andrade, em Feira de Santana. Com investimentos em torno de R$45 milhões entre obras e equipamentos, a unidade contará com 40 leitos de terapia intensiva (UTI), centro cirúrgico com 11 salas, além de um Centro de Hemorragia Digestiva e uma central de material e esterilização.

A edificação contará também com um novo setor de Bioimagem com ressonância magnética, dois tomógrafos, raio-X, ultrassom e ecocardiograma. A expectativa é que as obras sejam concluídas em até 12 meses.

Exemplo de eficiência

Reformas, ampliações, abertura de novos serviços, desbloqueio de leitos e novas contratações fazem parte do cotidiano do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) desde 2015. Os avanços aconteceram sem impactar no orçamento, por meio de um trabalho de qualificação do gasto. O maior hospital do Norte e Nordeste implantou mais de 100 leitos, com destaque para as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, Neurológica e Cardiovascular.

Já o Centro de Diagnóstico por Imagem, que passou por total readequação, conta, agora, com o primeiro tomógrafo do Nordeste com 256 canais e uma nova ressonância magnética. Com essa mudança, também é possível realizar o exame de ressonância com sedação, o que permite o atendimento de bebês, por exemplo. O nível de detalhamento dos procedimentos é maior e o tempo para retirada do laudo é menor, sendo de até 72 horas, mas nos casos de urgência é de apenas 1 hora.

O setor de hemodinâmica do HGRS também passou por obras de ampliação e aquisição de equipamentos. Com oito novos leitos de recuperação pós-anestésica e um novo angiógrafo, o HGRS conseguiu aumentar a segurança do paciente e propiciar incremento na capacidade instalada da unidade. Foram criados ainda uma sala de treinamento para os médicos residentes, equipada com monitores para visualização dos exames de imagem e discussão dos casos a serem abordados, além de recepção para agendamento e orientação de pacientes e familiares, novos vestiários, farmácia, posto de enfermagem, copa, bem como salas técnicas e de circulação. Isso possibilitou ampliar o número de exames em 130%.

Outra novidade foi a implantação do Hospital Dia nas dependências do HGRS. Com capacidade para 620 cirurgias por mês, a unidade tem o funcionamento atrelado, simultaneamente, ao ambulatório e ao serviço de urgência do hospital, assim como ao Lista Única, que é um sistema gerido pela Sesab e que possui o cadastro de pacientes dos 417 municípios do estado.

Esta é a segunda unidade do SUS na Bahia. A primeira fica no Hospital da Mulher, também em Salvador, onde são feitas intervenções ginecológicas. No caso do Hospital Dia do HGRS, ele é destinado à cirurgia geral, como procedimentos de hérnia, oftalmologia, otorrinolaringologia, varizes, dentre outros. Dotado de três salas de cirurgias de pequeno porte e 12 leitos de recuperação pós-anestésica, o novo espaço diminui o risco de infecção e também os custos dos procedimentos cirúrgicos.

PPP de Imagem

Com a Parceria Público-Privada (PPP) de Imagem, o Governo do Estado ampliou a capacidade de atendimento à população, reduziu custos e promoveu melhorias nos serviços prestados, como maior precisão do diagnóstico e agilidade na entrega dos resultados. Foram investidos mais de R$ 120 milhões entre obras e aquisição de equipamentos, tais como ressonância magnética, tomógrafos, raios-x e mamógrafos.

Os resultados são expressivos, com mais de 1 milhão exames realizados desde o início da operação em 2016. Os exames de ambulatório são laudados no máximo em 48 horas, enquanto os exames de urgência e emergência, em uma hora, sendo o tempo máximo admitido de duas horas. Isso é mais ágil que qualquer clínica ou hospital privado. Atualmente a PPP de Imagem atua em 11 unidades estaduais.

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