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Hospital Especializado Lopes Rodrigues encerra o ano com a saída de 16 pacientes

28/12/2018 10:00

O processo de desinstitucionalização que vem sendo desenvolvido Hospital Especializado Lopes Rodrigues, em Feira de Santana, possibilitou que 16 pacientes retornassem para o convívio familiar ou para Serviços de Residência Terapêutica, instalados em Feira de Santana ou em outros municípios baianos, durante o ano de 2018. Segundo a diretora da unidade, Iraci Leite da Silva, oito moradores foram transferidos para residências Terapêuticas de Amélia Rodrigues, quatro para Residências Terapêuticas em Feira de Santana, uma para Residência Terapêutica Salvador, e três para as famílias, totalizando 16 moradores desinstitucionalizados.

Ainda de acordo com Iraci Leite, está também sendo feito um trabalho para que sejam ocupadas quatro vagas em Feira de Santana, uma em Euclides da Cunha e dois usuários para o retorno para a família. “Também aguardamos a implantação da Residência Terapêutica de Vitoria da Conquista para que sejam transferidos três moradores que estão sendo preparados para serem desinstitucionalizados”, revela a diretora do HELR. Para ela, este avanço é fruto do esforço e dedicação dos profissionais de diferentes áreas, como a equipe de desinstitucionalização, diretoria de Gestão do Cuidado e Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria da Saúde do Estado, e também através do diálogo com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Esse processo se dá em várias etapas, desde a escolha de moradores, investimento clínico dos mesmos, realização de assembleias e atendimentos individuais, até a realização de atividades externas que visam maior reaproximação das pessoas com o cotidiano da cidade. Também são realizadas reuniões com as equipes de referência do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), para discussão do cuidado dos novos moradores. Sessenta pessoas ainda permanecem morando no hospital, aguardando o retorno para a sociedade. “Esperamos no próximo ano concluir o processo de saída destes 60 moradores, promovendo o direito à liberdade, dignidade e cidadania de pessoas com transtornos mentais e necessidades decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas”, conclui Iraci Leite.

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