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Doce Conviver: oficinas de educação em diabetes recomeçam em fevereiro no Cedeba

31/01/2019 11:58

No próximo dia 6 de fevereiro, o Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba) inicia as atividades do “Doce Conviver”/2019 – grupos de educação e convivência – que possibilitam a aprendizagem em grupo, a troca de experiências e atividades, de maneira lúdica (músicas, jogos, dramatizações), trazendo grande satisfação e mudança de comportamento nos pacientes diabéticos.

O Doce Conviver, iniciativa da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), do Cedeba, para diabéticos tipo 2, utiliza a Metodologia Participativa, que trabalha a autonomia do cuidado, em que o diabético se sente responsável pelo seu tratamento. Trata-se de um trabalho que acontece todos os anos, porque a educação em diabetes deve ser um processo contínuo, durante o tempo em que durar seu acompanhamento na unidade de saúde

INOVAÇÃO

A Codar está sempre inovando com o Programa Educativo Doce Conviver. Em 2018, foram realizados nove grupos, com 63 oficinas. Dos 18 participantes de cada grupo, cinco foram diabéticos que aguardavam consulta médica no dia da oficina. As vagas foram abertas, como explica a enfermeira Ana Cláudia Perrotta, para que pacientes que não estavam inscritos no Programa pudessem conhecer a experiência e despertassem o interesse para continuar participando.

Para as oficinas, com início marcado para o próximo dia 6, a equipe trabalhou nos meses de dezembro e janeiro na captação de participantes para os novos grupos. Esse trabalho é feito nas salas de espera e encaminhamento por profissionais da unidade. No primeiro semestre deste ano, serão cinco grupos com 18 pacientes, com sete encontros em cada grupo, totalizando 35 oficinas, nas terças, quartas e quintas-feiras.

Seis meses após as cinco oficinas quinzenais, os participantes voltam a se reunir para avaliação. Os que necessitam têm novas oficinas de reforço sobre os assuntos relacionados aos diabetes e seu controle, medicações orais e insulina, atividade física, cuidado com o pé e a boca, complicações agudas e crônicas.

PARTICIPAÇÃO, CHAVE DO SUCESSO

Para Ana Cláudia Perrota, responsável pelo Doce Conviver – também facilitadora – sob a coordenação de Graça Velanes e Júlia Coutinho, da Codar, “o sucesso do programa deve-se ao processo de comunicação entre profissionais e participantes, tendo sempre como base o diálogo, onde profissionais e pacientes são protagonistas da ação educativa. As oficinas são elaboradas com cuidado para tornar o processo educativo envolvente, criativo e lúdico,além de adequado ao nível de escolaridade e compreensão dos participantes”.

O desafio é adequar as práticas educativas ao modelo participativo e problematizador, avalia Ana Perrotta. Permitindo assim – destaca – a troca de experiências, o apoio mútuo e a criação de vínculos. Nas oficinas, os participantes compartilham suas dificuldades, suas conquistas, se apoiam, trocam idéias para enfrentar asdi ficuldades. Em resumo: aprendem juntos.

Segundo Graça Velanes, o Doce Conviver, que começou em 2004, tem avaliação positiva dos participantes, além de encantar representantes de delegações do Brasil e de outros países que têm visitado o Cedeba, como aconteceu ano passado com os representantes do Haiti e El Salvador.

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