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Mutirão supera marca de 1000 pacientes desospitalizados

07/02/2019 15:28

Em três meses, o Mutirão de Desospitalização já deu encaminhamento a mais de mil pacientes de longa permanência que ocupavam leitos em hospitais especializados e de alta complexidade. Os pacientes foram para a Internação Domiciliar, para hospitais de menor porte, para município de origem com apoio do Núcleo de Assistência à Saúde da Família (Nasf), para leitos destinados a tratamento de doenças crônicas, entre outros.
A coordenadora do Mutirão, Carol Gouveia, explica que são pacientes que precisam de cuidados, mas não necessariamente dentro de um hospital de alta complexidade ou especializado. A partir daí, de acordo com a necessidade de cada um, o programa faz o encaminhamento.
Ela acrescenta que tinham pacientes com mais de mil dias de permanência em um leito, a exemplo do menor D.B.N. , que passou 1.348 dias internados no Hospital do Oeste, unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) instalada em Barreiras. Com diagnóstico de Doença de Werdnil Hoffmann (atrofia muscular espinhal tipo I), após todo esse tempo vivendo no hospital, ele pode retornar para casa em Formosa do Rio Preto, onde continuará o tratamento.
De acordo com Carol, o menino é um dos mais de 1.000 pacientes beneficiados pelo Mutirão da Desospitalização, que possibilita aos pacientes serem assistidos em casa, por equipes multidisciplinares, ou em unidades de menor porte, mas sempre em locais mais próximos de suas residências, facilitando, assim, o acompanhamento de seus familiares.
Além disso, ela lembra que é a liberação de um leito para atender pacientes mais graves, com maior complexidade. Ainda citando o exemplo de D.B.N., ela ressalta que a estratégia beneficia toda a rede de saúde já que esse tempo que ele ficou hospitalizado daria para ter atendido mais de 100 pacientes, se considerar que a média de permanência em um leito de UTI é de 10 dias.

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