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Experiência do Cedeba de Educação em diabetes reproduzida em São Félix

12/03/2019 15:11

Os resultados alcançados com o trabalho do Centro de Atenção ao Diabético, no município de São Félix (Recôncavo baiano), implantado em agosto do ano passado, tendo como modelo ações do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) são muito animadores, na avaliação da médica clínica Rita Maluf, feita hoje na primeira sessão de atualização em diabetes do Cedeba deste ano. Os participantes lotaram o auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS).

As sessões são realizadas sempre na primeira terça-feira do mês por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (CODAR), possibilitando a atualização e troca de experiências para os profissionais da atenção básica. Foi a partir das sessões de atualização que Rita Maluf começou o trabalho de sensibilização de gestores do município para implantar o Centro de Atenção ao Diabético. Antes da abertura do Centro, ela fez treinamento em serviço no Cedeba, em maio do ano passado.

Encaminhamento

Para o atendimento no Centro, os diabéticos são encaminhados pela Atenção Básica. Lá eles contam com atendimento multidisciplinar porque “o diabetes é uma doença multifatorial”, observa Rita Maluf. Nutricionista, médico, fisioterapeuta, psicólogo e educador físico (trabalha técnicas de relaxamento e alongamento) integram a equipe. Quando o paciente necessita de médico especialista, há o apoio da Santa Casa de São Félix.

De agosto a dezembro o Centro atendeu 50 pacientes com o “Ambulatório de Ajuste Glicêmico”, utilizando a mesma metodologia do Cedeba. O paciente aprende participando, como se alimentar, a relação dos alimentos com o controle glicêmico. A questão alimentar – explica a médica – no início do trabalho é uma grande dificuldade, tanto na escolha e na quantidade dos alimentos.

Durante a participação no Ambulatório do Ajuste Glicêmico, o paciente faz medições em casa (recebe todos os insumos para o controle) da glicemia, que depois são avaliadas. Em São Félix, além do trabalho de Ajuste em Grupo, “também implantamos o ajuste individual para os pacientes que alcançam os resultados esperados”.

Outra ação do Centro de São Félix volta-se para o pé diabético (se não tiver os cuidados pode levar à amputação). Dos 21 casos de pé diabético cuidados pelo Centro, 18 foram solucionados.

Rita Maluf vai sugerir às Unidades Básicas de Saúde o rastreamento de diabetes para detectar a doença no estágio inicial, porque como se trata de doenças silenciosa o diabetes mellitus tipo 2, em 50% dos casos só é diagnosticada quando o paciente já apresenta complicações. Ou seja, já bastante avançada.

A representante da Codar, Júlia Coutinho, parabenizou a iniciativa do município de São Félix, destacando que seria muito importante que mais municípios realizassem atividades focadas na educação dos pacientes.

Novo Modelo de Atenção 

A coordenadora técnica do Cedeba, Jamile Neves, apresentou o Novo Modelo de Atenção ao Paciente, que organiza a demanda, abrindo vagas para quem precisa da assistência especializada do Cedeba. Ela começou a apresentação com o caso de uma paciente diabética e ao perguntar aos participantes da sessão se era atendimento para o Cedeba ou para a Atenção Básica, todos foram unânimes em apontar a segunda alternativa.

O Cedeba, como Centro de Referência, não atende demanda espontânea, mas casos encaminhados pela Atenção Básica que devem obedecer os critérios de encaminhamento http://www.saude.ba.gov.br/atencao-a-saude/atendimento-ao-cidadao/centros-de-referencia/cedeba/servicos

Ascom do Cedeba
Cedeba/sessão1203

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