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Estilo de vida saudável é fundamental na prevenção da nefropatia diabética

13/03/2019 18:02

O Dia Mundial do Rim, que transcorre amanhã, é uma data muito importante para mobilizar a sociedade sobre o estilo de vida que contribui para evitar a Doença Renal Crônica. A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) definiu para a campanha deste ano “Saúde dos Rins para Todos”, na qual convoca todos os profissionais da saúde para atuarem juntos no que concerne a essas diretrizes mundiais, divulgando tais medidas e promovendo campanhas informativas para a população e os governantes locais.

Os cuidados com os rins devem ser preocupação de toda a população, mas para os diabéticos é necessário ter atenção redobrada, como explica a nefrologista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Rita Barreto. Ela explicou que nos pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM1), após dez anos do diagnóstico da doença já há algum grau retinopatia com doença renal associada porque o fundo do olho é o espelho do rim.

PREVENÇÃO

O primeiro sinal de problema nos rins, segundo a nefrologista do Cedeba, é a microalbuminuria .(perda de proteína pela urina).Caso o paciente não mude o estilo de vida, com alimentação adequada, controle da obesidade e da hipertensão, pratica de exercícios físicos, caminhos que ajudam a manter glicemia sob controle, o problema renal se agrava.

Por isso -avaliou – é muito importante o acompanhamento multidisciplinar para o diabético como oferece o Cedeba para que a equipe de saúde trabalhe no controle da progressão da doença renal e também na prevenção do problema.

Nos casos de diabetes tipo 2 (DM2), como o diagnóstico num percentual elevado é feito quando o paciente já tem complicações – a nefropatia é uma das situações, como também infecções no pé, Acidente Vascular Cerebral – com pouco tempo esse grupo apresenta nefropatia.

De acordo com Rita Barreto, é muito importante que as pessoas verifiquem a pressão arterial, façam exames de glicemia pelo menos uma vez por ano e também tenham uma vida saudável: evitar o sedentarismo, o cigarro, a ingestão exagerada de sal. Também é muito importante evitar a automedicação, principalmente os anti-inflamatórios.

No caso do diabético ele é paciente de risco para problemas renais porque o diabetes predispõe a macrosvasculopatias ( doenças dos vasos sanguíneos) que podem atingir o cérebro, o coração, dos membros inferiores e dos rins, explicou a nefrologista.

É muito importante evitar a progressão da doença renal – observa a nefrologista- que cumpre cinco estágios. Os cuidados vão evitar ou retardar a diálise ( Hemodiálise) ou diálise peritoneal, tratamento que é sempre muito temido porque não pode ser interrompido. É bom lembrar -observou – que em muitos casos, com a evolução da doença, o transplante é a saída, mas ainda não é uma realidade para todos, porque faltam doadores”

NUMEROS

De acordo com a SBN, estima-se que haja atualmente no mundo, 850 milhões de pessoas com doença renal, decorrente de várias causas. A Doença Renal Crônica (DRC) causa pelo menos 2,4 milhões de mortes por ano, com uma taxa crescente de mortalidade.

É importante considerar que a DRC e a Insuficiência Renal Aguda(IRA) são condições impactantes para o aumento da morbidade e mortalidade de outras doenças, em função dos seus fatores de risco, como diabetes, hipertensão e da presença de infecções por hepatites, HIV, malária e tuberculose presente em muitos lugares do mundo. Em crianças, a DRC e a IRA também implicam em uma morbidade e mortalidade significativas.

 Fonte: Ascom Cedeba

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