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Como uma obra de arte, os relacionamentos podem ser difíceis, mas têm beleza sempre

27/03/2019 15:11

“Uma obra de arte seja simples ou complexa, de fácil ou difícil compreensão, com pouco ou muito colorido, tem sua beleza própria”. Isso também acontece nos relacionamentos, como destacou a psicóloga do Cepred, Osanete Oliveira, na palestra “A Belíssima Arte de se Relacionar”, que fez para os servidores do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), ontem. A palestra integrou as comemorações dos 25 anos do importante Centro de Referência da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia ( SESAB), fundado no dia 24 de março de 1994.

Osanete Oliveira encantou os servidores. Eles foram estimulados a participar e discutir o tema que exige atenção permanente porque “relacionar é uma obra de arte sempre em andamento, já que o ser humano vive contínuo processo de mudança. Nunca está pronto”. Como na arte, há relacionamentos confusos, mas que também têm sua beleza”, pontuou a palestrante.

Claro que há pessoas com maior dificuldade na arte de se relacionar, segundo explicou Osanete. São pessoas, mais rígidas, mais autoritárias, mas cabe ao outro identificar e se adaptar, tolerando no respeito à diferença. Os problemas acontecem quando desejamos que as pessoas sejam e vejam como a gente vê. Se respeitarmos a diversidade, conseguiremos viver com mais harmonia.” pontuou.

SOMOS DIFERENTES

A dificuldade nos relacionamentos existe porque as pessoas são diferentes, mas como são complementares, isso faz a beleza. “Nas nossas diferenças, na diversidade”, destacou Osanete Oliveira. Como numa obra de arte – destacou -, somos resultados de paletas de tintas de várias cores.

Mas é muito importante saber aceitar o outro. Há uma tendência de se olhar apenas os defeitos, dificultando os relacionamentos. É como se a lente do nosso olho estivesse embaçada e não pudesse ver com clareza. Isso acontece predominantemente quando as pessoas não estão são felizes e tendem a projetar e destacar os aspectos negativos do outro.

O que muito ajuda a realçar a beleza dos relacionamentos, como mostrou a palestrante, é a paciência, a atenção, ser amoroso. E isso foi resumido no pensamento citado na palestra, do psicólogo e psicoterapeuta norte-americano, Carl Rogers: “Sinto-me mais feliz simplesmente por ser eu mesmo e deixar que os outros sejam eles mesmos. Por isso, para fazer a excelência nos relacionamentos é muito importante, como destacou Osanete Oliveira, saber ouvir, aceitar, compreender e respeitar as diferenças.

A psicóloga trabalha com eneagrama, técnica milenar, que vê a compreensão e aceitação do outro, a partir de nove maneiras de ver o mundo: há pessoas com o olhar mais positivo, os desconfiados, os mais organizados, perfeccionistas….

Osanete concluiu que na arte dos relacionamentos, em vez de querer mudar as pessoas, é preciso mudar a si mesmo, que é um processo lento mas que pode ser construído como uma obra de arte.

Ascom do Cedeba
Cedeba/palestra

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