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Análogos de insulina melhoram qualidade de vida dos diabéticos

03/04/2019 15:02

Essencial na redução dos riscos das complicações do diabetes é manter a glicemia sob controle, sem grandes variações, destacou a endocrinologista e coordenadora de Ações Estratégicas do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia, Odelisa Matos, na Sessão Temática em Diabetes. Por isso, complementou – é muito importante a terapia com análogos de insulina no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 1 ( manifesta -se na criança, adolescente e adulto jovem), para o controle dos episódios de hipoglicemia – quando a taxa de glicose no sangue fica muito baixa – e representa um fator de risco, principalmente à noite durante o sono (hipoglicemia noturna).

Estudos do Cedeba para avaliar o Protocolo para Uso de Insulinas, em vigor desde o final de 2012,mostram que a hipoglicemia moderada é o principal motivo para solicitação do uso de análogos de insulina e quanto ao tipo de diabetes, o 1 (depende o uso de insulina sempre) participa com mais de 50% da dispensação. Em dezembro do ano passado, o Governo da Bahia já atendia 2.107 pacientes com análogos de insulina, sendo 1.189 pessoas de Salvador. Agora, serão dois protocolos, porque o Ministério da Saúde vai dispensar análogos e insulina, mas só para DM1, enquanto o da Bahia, mais abrangente, assegura os análogos para DM1 e DM2, desde que a solicitação atenda os critérios do Protocolo.

É necessário que o paciente mantenha boa adesão ao tratamento, comprovando-se através de relatório do médico assistente, indicando a adesão ao plano alimentar e à prática de exercícios físicos regulares controlados. Com isso, o foco no auto cuidado é fortalecido porque o paciente também tem metas a cumprir em relação à hemoglobina glicada (a média da glicemia dos últimos três meses).

DOENÇAS DIFERENTES

Na sua apresentação, a endocrinologista mostrou que o DM1 e o DM2 são doenças completamente diferentes na sua evolução e fisiopatologia. A primeira, de origem genética, geralmente se manifesta de forma abrupta, com a destruição de 80% das células beta pancreáticas. O DM1 é disparado por fatores ambientais, sendo os mais comuns as viroses e infecções. Por isso – destacou – a volta do sarampo (doença que tinha sido considerada erradicada no Brasil) representa um risco do aumento dos casos de diabetes tipo 1.

Já o diabetes tipo 2 (DM2) – explicou – se desenvolve de forma lenta e gradual. Mas tanto no DMI como no DM2. é essencial manter o controle glicêmico, No DM2 o tratamento na fase inicial é feito com medicação oral, mas há situações em que a terapia com insulina torna-se necessária.

No DM2, às vezes é preciso o uso de análogos de insulina, substâncias sintéticas que ajudam na redução de hipoglicemias, especialmente noturnas e na variabilidade da glicemia em jejum e dia a dia. Também possibilitam maior controle da glicemia pós prandial – duas horas após as refeições – (comparando a aplicação de regular logo antes da refeição), além de permitir estilo de vida mais flexível, reduzindo a necessidade de lanches entre as refeições,

Para o ingresso e manutenção do tratamento no Programa Estadual de Fornecimento de Análogos de Insulina é preciso seguir o que determina o protocolo técnico para dispensação dos análogos de insulina de ação basal e ultra-rápida para pacientes com diabetes mellitus, instituído com a Portaria 1603, de 14 de novembro de 2012.

ACESSIBILIDADE

Depois da apresentação da endocrinologista Odelisa Matos, a farmacêutica Sandra Barreto Chagas, responsável no Cedeba, pela dispensação de análogos de insulina para pacientes de Salvador – a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia descentralizou, com a Portaria 681, de 09 de junho de 2017,o atendimento, hoje sendo feito no interior pelo Núcleos Regionais de Saúde – enfocou o tema “Acessibilidade para os Usuários e Controle da Gestão”. Mas os pedidos de todo o estado são avaliados por comissão médica do Cedeba.

As sessões temáticas em diabetes são uma realização do Cedeba, por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), sempre na primeira terça – feira do mês para os trabalhadores da Atenção Básica (capital e interior) e estudantes da área de saúde, no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS).

Ascom do Cedeba
Cedeba/insulina 

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