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Atenção Básica deve redobrar cuidados com a hipertensão no diabetes para reduzir riscos

07/05/2019 15:03

“O controle da glicemia no diabetes previne ou retarda as complicações microvasculares, onde se insere a retinopatia diabética, mas para os problemas macro vasculares é essencial também o controle da hipertensão arterial na prevenção do enfarte, edema pulmonar,trombose periférica. O diabetes e a hipertensão formam uma dupla mortal”, como ressaltou hoje a cardiologista Lucélia Magalhães, do Centro de Atenção Especializada ,da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), na sessão de Atualização em Diabetes , ao abordar o tema Controle da Hipertensão Arterial e Diabetes:Novos Parâmetros”.

Na sessão, iniciativa do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), a cardiologista mostrou a importância da Atenção Básica no controle da hipertensão dos pacientes diabéticos na prevenção de problemas cardiovasculares. O controle da hipertensão – pontuou – reduz em 50% os casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) – que a principal causa de morte dos diabéticos.

MAIORES RISCOS

Para os diabéticos a hipertensão representa risco bem maior do que para os não-diabéticos, explicou a cardiologista e, por isso, fazem parte do grupo especial de hipertensos que inclui crianças, os muito idosos e as gestantes. O risco é maior no diabetes porque a doença leva ao espessamento e enrijecimento das artérias e com o endurecimento, a perda da capacidade de relaxar.

A cardiologista mostrou também que no diabetes as complicações microvasculares se manifestam muitos anos após o diagnóstico, enquanto as complicações macro vasculares podem se manifestar até mesmo no pré-diabetes, no caso dos hipertensos.

O risco da hipertensão no diabetes aumenta, segundo explicou a palestrante, quando associados à obesidade e dislipidemia (colesterol e triglicérides elevados). No diabético, acontece, com muita freqüência o aumento dos triglicérides e baixo HDL (o chamado colesterol bom). Os exercícios físicos, segundo a especialista, reduzem os triglicérides e aumentam o HDL.

Para o controle da hipertensão, além do uso da medicação, – é preciso obedecer a prescrição médica (quanto a doses e horários),- é muito importante, também, de acordo com a cardiologista, mudanças no estilo de vida: perda de peso, dieta saudável (evitar alimentos processados), redução do sal – a necessidade diária é de 6 a 8 gramas, mas o nosso consumo fica entre 12 a 13 gramas – suplementação de potássio, que deve ser buscado nos alimentos (duas bananas/dia já asseguram a quase totalidade do mineral que o organismo necessita).Também é importante a redução do álcool. Quem passa a semana sem beber, não pode no final de semana juntar todas as dose/dia permitidas. Por exemplo, uma taça de vinho /dia é permitida, mas tomar sete taças num único dia, não.

NOVOS PARÂMETROS

Em função da gravidade da hipertensão no diabetes foram definidos novos parâmetros para esse grupo. A pressão arterial deve ser de 13/8 – mais baixo,portanto que o padrão aceitável para a população em geral; 14/9. As estimativas indicam que entre 30 a 40% dos diabéticos apresentam hipertensão arterial.

A apresentação da cardiologista ensejou muitas perguntas, mostrando a importância das sessões temáticas que o Cedeba realiza toda primeira terça-feira, tendo como clientela a equipe multidisciplinar (Saúde da Família, Centros de Referência e instituições de ensino superior). Participam profissionais da Atenção Básica, da capital e do interior, que têm a oportunidade de atualização em temas sobre diabetes.

 Ascom Cedeba
/Cedeba / atenção básica

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