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Osteoporose e gestão de resíduos dos usuários de Insulina: temas da sessão de atualização em diabetes

29/05/2019 12:27

“Terapia da Osteoporose na Pessoa com Diabetes Mellitus (DM)”, com apresentação da endocrinologista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Jeane Macedo, e “Educação Ambiental e os desafios na gestão dos resíduos gerados por usuários de insulina: Um compromisso com a sustentabilidade”, pela bióloga Ana Rosa Lins de Souza Silva (bióloga pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e mestre em Educação e Contemporaneidade pela UNEB. Os dois temas integram a sessão temática em diabetes do mês de junho, que acontece na próxima terça-feira (dia 4), das 9 às 11h30, no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS).

Iniciativa do Cedeba, por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar) que acontece sempre na primeira terça-feira, as sessões têm como público alvo a equipe multidisciplinar (Saúde da Família, Centros de Referência e instituições de ensino superior). As sessões são muito importantes para manter os profissionais da atenção básica atualizados, contribuindo assim para melhorar a atenção ao diabético. Participam profissionais da capital e do interior.

Osteoporose

Na sessão, a endocrinologista Jeane Macedo pontuará a questão da fragilidade óssea, maior no diabético do que na população em geral, como fator de risco para osteoporose. O diabético – principalmente do tipo 1 (DM 1) que se manifesta na criança e no adulto jovem -, pode não alcançar o pico da massa óssea que ocorre entre os 30 e 40 anos na população em geral. A partir daí, começa o decréscimo da massa óssea e o aumento da chance osteoporose – notadamente na população feminina, com a aproximação da menopausa.

Para a saúde óssea da população em geral e, especialmente para os diabéticos, é muito importante manter a vitamina D dentro da normalidade. Baixos níveis de vitamina D- explica a endocrinologista – representam fator de risco para várias doenças como problemas cardiovasculares e de retina, maior possibilidade de enfarto. Além disso – acrescentou – o com o osso mais frágil é maior o risco de fraturas.

No diabético, de acordo com a endocrinologista, há ainda maior risco de quedas (em situações de hipoglicemia) que podem causar fraturas, se os ossos estiverem frágeis. Por isso -destacou – é muito importante atenção especial para avaliação e acompanhamento da saúde óssea dos pacientes. Além da avaliação e acompanhamento da vitamina D, é preciso atenção, também, para os níveis de cálcio.

Sustentabilidade

A sessão trará um tema muito importante e atual com foco na sustentabilidade, a partir da dissertação do mestrado da palestrante Ana Rosa Lins sobre “Educação Ambiental e os Desafios na Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde”, gerado por usuários de insulina: compromisso com a sustentabilidade”

Hoje, segundo a bióloga, estima-se que 70% do material utilizado para aplicação de insulina (são seringas, agulhas) sejam colocados no lixo doméstico sem qualquer separação ou acondicionamento especial. Essa atitude coloca em risco a situação de outras pessoas (no próprio ambiente doméstico, nos trabalhadores da coleta e nos catadores).

O que propomos com o estudo – destaca a bióloga – é uma educação ambiental crítica, com a transformação da realidade que nos cerca. Isso tem que começar nas escolas, passa pela necessidade de políticas públicas e nos centros de saúde. Mas o diabético – destacou – tem que estar consciente da sua responsabilidade”. Ele precisa entender que é necessário cuidar de si, do outro e do planeta.”

Há maneiras seguras para evitar acidentes com os resíduos gerados pelo uso da insulina. A bióloga recomenda colocar o material numa garrafa Pet, que por ser transparente permite a visualização da seringa com a agulha. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) também recomenda colocar o material em latas de leite.

Ana Rosa Lins, 34 anos, tornou-se diabética tipo 1 (DM!) há quatro anos. A descoberta da doença a motivou na definição do tema da dissertação do mestrado. Não há números sobre a quantidade de material descartado por usuários de insulina, porque varia de acordo com o número de aplicações /dia – um no mínimo – No seu caso, o descarte é de cinco seringas/dia.

Quando a bióloga iniciou a primeira etapa para a seleção do mestrado, quase não conseguia fazer a prova porque a visão estava muito ruim. Foi quando teve o diagnóstico de diabetes que a motivou para o tema dos resíduos gerados por usuários de insulina. Para Ana Rosa, o diabetes lhe deu uma nova forma de olhar a vida, na busca de uma vida mais saudável.

Ascom do Cedeba
Cedeba/osteoporose

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