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Cuidar da saúde dos ossos é muito importante para reduzir os riscos da osteoporose

04/06/2019 16:26

Quem não sofre de intolerância à lactose deve incluir laticínios (leite, queijos, iogurte) na alimentação pois são a mais importante fonte de cálcio que, junto com a vitamina D, é essencial para a saúde dos ossos. E a necessidade diária de cálcio aumenta ao longo da vida: de 500 mg na criança, chega a 1,5 g no idoso, porque ao pico da massa óssea que ocorre entre os 30 e 40 anos começa cair com o avançar da idade, causando a osteoporose que causa fraturas, inicialmente de vértebras e depois de quadril e fêmur.

Esses pontos foram destacados pela coordenadora de Ensino e Pesquisa, também coordenadora do Ambulatório de Metabolismo Ósseo do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), endocrinologista e mestre em Medicina Interna, Jeane Macedo na sessão de Atualização em Diabetes, quando abordou o tema “Osteoporose – Recomendações para Tratamento. Os participantes fizeram muitas perguntas, principalmente sobre o tratamento.

Doença assintomática

A especialista explicou que a osteoporose é uma doença esquelética caracterizada por força óssea comprometida, que predispõe a um elevado risco de fraturas. Assintomática, muitas vezes é diagnosticada quando o idoso tem uma fratura em decorrência de uma queda. E vem o questionamento: o osso frágil determinou a queda ou a queda leve causou a fratura em razão da fragilidade do osso.

Mas o exame de densitometria óssea – explicou – dá indicações das condições da saúde dos ossos, evidenciando, inclusive a osteopenia, estágio que antecede a osteoporose, mas que já exige tratamento. A possibilidade de a mulher ter mais osteoporose que os homens é porque a queda dos hormônios femininos começa com a menopausa – em torno dos 50 anos. Nos homens, depois dos 70 anos, cresce o risco que é maior que o de câncer de próstata.

Na sessão, iniciativa do Cedeba, por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar) tendo como público-alvo a equipe multidisciplinar (Saúde da Família, Centros de Referência e instituições de ensino superior), a endocrinologista destacou que o diabético tem mais risco de osteoporose por não atingir o pico da massa óssea como a população em geral. Portanto – destacou – o acompanhamento do diabético precisa de um olhar sobre a saúde óssea. E o risco de osteoporose é ainda maior no diabetes mellitus tipo 1 (DM1) que começa na infância até o adulto jovem.

Fatores de risco

Quem tem histórico de osteoporose na família, com casos de fratura de fêmur por exemplo, tem maior risco, bem como os fumantes (o tabagismo deve ser eliminado) e quem sofre de artrite reumatóide. No grupo dos medicamentos que aumentam o risco de osteoporose estão os corticóides.

Segundo a endocrinologista, além dos cuidados com a alimentação, a prática de atividade física (musculação) é muito importante para o fortalecimento dos ossos. O banho de Sol diário de 10 a 15 minutos, expondo braços e pernas é excelente para obter vitamina D, embora essa prática seja pouco frequente em razão da rotina de trabalho da população. Pela alimentação também não é fácil garantir a necessidade de vitamina D porque as principais fontes são o cogumelo fresco e o peixe selvagem (peixes de águas geladas, profundas) e não o peixe de cativeiro que consumimos.

Manter a vitamina D dentro da normalidade é muito importante para o diabético e para a população em geral, de acordo com a palestrante Baixos níveis de vitamina D- explica – representam fator de risco para várias doenças como problemas cardiovasculares e de retina, maior possibilidade de enfarto. Além disso – acrescentou – com o osso mais frágil é maior o risco de fraturas.

No diabético, de acordo com a endocrinologista, há ainda maior risco de quedas (em situações de hipoglicemia) que podem causar fraturas, se os ossos estiverem frágeis. Por isso – destacou – é muito importante atenção especial para avaliação e acompanhamento da saúde óssea dos pacientes. Além da avaliação e acompanhamento da vitamina D, é preciso atenção, também, para os níveis de cálcio.

Sustentabilidade

Informação e emoção em perfeita sintonia. Foi assim a exposição sobre “Educação Ambiental e os desafios na gestão dos resíduos gerados por usuários de insulina: Um compromisso com a sustentabilidade”, da bióloga Ana Rosa Lins de Souza Silva (bióloga pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE) e mestre em Educação e Contemporaneidade pela UNEB.

Sua palestra, com base na sua dissertação de mestrado, foi muito além da necessidade do descarte correto de seringas usadas na aplicação de insulina – estima-se que 70% sejam colocados no lixo doméstico sem qualquer acondicionamento especial.

Ela propõem uma educação ambiental crítica, para que possamos entender que “a saúde do planeta interfere direta ou indiretamente na nossa saúde. Ela citou um estudo que vem sendo feito na Espanha sobre a relação dos agrotóxicos e o diabetes tipo 2.Também citou dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) que 24% de todas as doenças ocorrem em razão de riscos ambientais que são modificáveis.

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