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Sesab realiza primeira reunião da Sala de Situação do sarampo

13/08/2019 18:20

Definir estratégias para o bloqueio e manejo de casos de sarampo no Estado, caso seja necessário, foi o principal objetivo da primeira reunião da Sala de Situação do Sarampo, que aconteceu na manhã de hoje (13), no auditório Marlene Carvalho, na Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep). Esse primeiro encontro teve a presença de diretores e técnicos da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) envolvidos nas ações de atenção à saúde, prevenção e controle da doença. Num segundo momento, também deverão participar da Sala de Situação representantes de outras entidades, como a Secretaria de Educação e o Cosems (Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde da Bahia.

A diretora de Vigilância Epidemiológica da Sesab, Jeane Magnavita, explica que a Sala Situação foi criada em razão do atual cenário epidemiológico do sarampo no Brasil, além da confirmação de três casos importados da doença na Bahia, esse ano. Para a coordenadora do Programa de Imunização da Sesab, Akemi Erdens, embora as ações de vacinação e controle do sarampo aconteçam na rotina, “esse é um momento de alerta, um momento em que é necessário intensificar as ações, aumentar a cobertura vacinal e capacitar profissionais para diagnóstico o diagnóstico do sarampo”. Conforme Akemi Erdens, como o vírus do sarampo não circula há algum tempo no Estado, alguns profissionais nunca atenderam a um caso da doença.

As reuniões da Sala de Situação, inicialmente serão realizadas quinzenalmente, mas caso se torne necessário, poderão ocorrer com intervalos menores.

RECOMENDAÇÕES

Na oportunidade, a coordenadora do Programa de Imunizações da Sesab, Akemi Erdens explicou que o sarampo é uma doença viral aguda, considerada uma das mais contagiosas, com potencial para ser extremamente grave, afetando principalmente crianças menores de 5 anos, especialmente as mal nutridas e bebês não vacinados, mas que pode acometer também pessoas em qualquer idade não vacinadas. “Temos que deixar claro que a vacinação não é indiscriminada, ela é seletiva e leva em conta o histórico vacinal de cada pessoa”, afirmou.

Ela também detalhou os principais sintomas do sarampo, que são: tosse, em geral seca e irritativa; febre alta; coriza, sensibilidade à luz; manchas vermelhas na pele e dores no corpo. Entre as complicações que podem advir da doença estão: infecções respiratórias, inflamação nos ouvidos, encefalite com dano cerebral, surdez e lesões severas de pele. Em gestantes, o sarampo pode provocar aborto ou parto prematuro.

Para os profissionais de saúde, a recomendação foi que seja feita a imediata notificação de todo caso suspeito de sarampo, independente da idade e da situação vacinal anterior; o bloqueio imediato após exposição, contemplando os contatos diretos e indiretos suscetíveis na faixa etária de 6 a 49 anos. “Contatos acima de 50 anos que não comprovarem nenhuma dose da vacina com o componente do sarampo devem receber uma dose da vacina tríplice viral”, completa Akemi Erdens.

Outra recomendação feita para os profissionais de saúde é a intensificação vacinal com tríplice viral visando a melhoria da cobertura, de forma seletiva, conforme o calendário de vacinação, além da notificação imediata dos casos suspeitos, da busca ativa de casos suspeitos, e a capacitação das equipes municipais.

Ascom Sesab
sarampo/sala

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