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Cedeba realiza nesta terça o 5º Acrovida para pessoas com Acromegalia e Gigantismo

26/08/2019 15:25

O 5º Acrovida – Encontro de Pessoas com Acromegalia e Gigantismo – acontece nesta terça – feira (27 de agosto), das 8 às 12h30, no auditório Marlene Tavares, da Divisa (no Centro de Atenção à Saúde – CAS). O evento, iniciativa do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) para seus pacientes atendidos no Ambulatório de Neuroendocrinologia, tem como tema “Entendendo o Tratamento, Cuidando da Saúde Mental e Qualidade de Vida”.

A programação será aberta com a palestra sobre “Cirurgia para Ressecção do Tumor da Hipófise”, do neurocirurgião Adroaldo Rosseti. Em seguida, a psicóloga do Cedeba, Michele Vieira, aborda “Qualidade de Vida, aspectos psicológicos da Acromegalia”. Às 10 horas, os participantes terão dinâmica com cuidado com a saúde mental com Michele Vieira e a psiquiatra Slanowa Veras. A programação será encerrada com práticas meditativas

CEDEBA É REFERÊNCIA

Na Bahia, o Cedeba, unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), é referência para o tratamento da acromegalia e gigantismo, com atendimento multidisciplinar e dispensação do medicamento de alto custo, usado para tratamento da doença, fornecido pelo Governo Federal.

Trata-se de doença rara, que registra 3,3 casos por milhão/ano, provocada por tumor benigno da hipófise (adenoma), decorrente da produção exagerada do hormônio do crescimento GH. Quando a acromegalia se manifesta em pessoas jovens, se não houver tratamento, elas crescem exageradamente (gigantismo).

Por isso, os pais devem ficar atentos, ao perceberem que o crescimento da criança está sendo exagerado. O gigantismo dificulta a realização de tarefas simples como entrar num carro ou andar de ônibus. Eles tendem a apresentar problemas na coluna pela inadequação dos móveis, que os obrigam a sentar numa postura que leva a dores ósseas.

A acromegalia provoca no adulto o crescimento das extremidades: nariz, orelha, pés e mãos. Pode ainda haver espessamento da pele e suor excessivo, aumento da oleosidade da pele e de pelos. O ronco também pode ser um sinal de alerta. Há casos em que o crescimento da mandíbula exige cirurgia de redução, porque quando a oclusão não é satisfatória pode interferir na digestão.

Caso o paciente com acromegalia não seja tratado, a mortalidade passa a ser duas a quatro vezes maior que na população em geral, segundo a endocrinologista do Cedeba, Flávia Resedá. Como a hipófise é o centro do controle da produção dos hormônios – explica – o aumento excessivo do GH contribui inclusive para o diabetes. Entre os distúrbios associados à doença estão: hipertensão, insuficiência cardíaca, fraqueza, dor de cabeça, alteração visual, depressão e alteração de humor.

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