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Sessão temática enfoca a importância da estatina na redução de morte cardiovascular em diabetes

03/09/2019 17:46

Os pacientes com diabetes tipo2 (DM2) têm um risco de duas a quatro vezes maior de morrer devido a uma doença cardiovascular (DCV), em comparação com o restante da população, tornando o problema a principal causa de óbito nesse grupo. O AVC isquêmico é de duas a quatro vezes mais frequente em pacientes com diabetes..Esses dados foram apresentados pela endocrinologista Regilene Batista, na sessão temática sobre Diabetes que o Centro de Diabetes e Endocrinologia (Cedeba), por meio da Coordenação de Educação e Apoio à Rede (Codar) realizou hoje.

Como as dislipidemias (elevado nível de colesterol e triglicérides) representam fator de risco para a DCV é preciso manter o controle. A endocrinologista mostrou na sua exposição, seguida de estudo de casos e debates, a partir do tema “A Redução de Risco de Morte Cardiovascular em Diabetes em Uso de Estatina”, que mesmo nos pacientes de baixo risco, diante da dificuldade para fazer mudanças no estilo de vida, é opcional o uso de estatina. O tratamento do colesterol com estatinas (as mais conhecidas são a sinvastatina, a atorvastatina e rosuvastatina) causou uma revolução no tratamento do colesterol elevado, um dos piores inimigos do coração.

As sessões de Atualização de Diabetes acontecem sempre na primeira terça-feira do mês, tendo como clientela a equipe multidisciplinar (Saúde da Família, Centros de Referência e instituições de ensino superior) da capital e do interior, com o propósito de atualizar os profissionais da Atenção Básica, ampliando os conhecimentos sobre os cuidados com o diabetes.

NOVAS TECNOLOGIAS NO SUS

Antes da apresentação da endocrinologista, o coordenador do Centro de Informações sobre Medicamentos da Diretoria de Assistência Farmacêutica (DASF) da Sesab, Odailson Paz, fez uma exposição bastante didática sobre a incorporação de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde, que obedece à Lei 12.401/2011. As explicações tiveram como foco a incorporação dos análogos de insulina em março deste ano pelo SUS – depois do prazo de 60 dias para a definição dos protocolos, a lei prevê mais 90 dias. Explicou que a incorporação de novas tecnologias.no SUS tem que ser baseada em evidências (eficácia e segurança) e deve ter o registro da Anvisa.

Quem cuida da incorporação de novas tecnologias é a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (www.conitec.gov.br ), que abriu consulta pública (está aberta até o dia 16 de setembro) sobre a questão dos análogos de insulina. “Consulta Pública avalia PCDT para tratamento de Diabetes Mellitus tipo I” destaca o site.

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