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Medicamento homeopático é único e não deve ser compartilhado com outras pessoas

20/09/2019 15:12

A homeopatia atua na cura do ser como um todo por considerar que o ser humano é um só e cada remédio é feito para uma pessoa em cada fase da vida. Isso exige do médico homeopata uma consulta detalhada que analisa além de aspectos físicos, histórico familiar, personalidade, passando por hábitos alimentares e até posição para dormir. Por isso o remédio jamais deve ser compartilhado pelo paciente com outras pessoas ainda que apresentem os mesmos sintomas.

A informação foi destacada na apresentação “Conhecendo a Homeopatia”, da coordenadora de Pós – Graduação em Homeopatia, da Escola Bahiana de Medicina, Mônica Cunha, para os profissionais do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), durante a sessão clínica, integrando a programação do quarto aniversário do ambulatório de Práticas Integrativas de Complementares. A apresentação da palestrante coube à endocrinologista do Cedeba, Flávia Resedá,sua aluna no curso de Homeopatia.

DOSES HOMEOPÁTICAS

A especialista explicou que a Homeopatia – método terapêutico criado pelo médico alemão Samuel Hahnemann, no fim do século XVIII – e reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – consiste em prescrever a um doente, sob uma forma diluída e em pequeníssimas doses, uma substância que, em doses elevadas, é capaz de produzir num indivíduo sadio sinais e sintomas semelhantes aos da doença que se pretende combater

A expressão popular doses homeopáticas, usada largamente quando alguém se refere a algo feito lentamente, reflete um dos princípios da homeopatia: doses mínimas. A Homeopatia trabalha com a extrema diluição das substâncias que causam as doenças. Quando em tratamento homeopático, se o paciente fica mais grave, a dose do remédio é reduzida. Porque quanto menor a quantidade dessa substância, mais energia o remédio tem e, portanto, maior o seu poder de cura.

O princípio básico da Homeopatia (Lei do semelhante) contrapõe-se à Alopatia. Para a Homeopatia as mesmas substâncias naturais capazes de desenvolver sintomas e doenças também têm o poder de curá-las.

A experimentação foi outro princípio que norteou Hahnemann: qualquer tratamento homeopático deveria ser, primeiramente, experimentado em pessoas saudáveis. Só após os estudos se mostrarem eficientes, deveriam ser utilizados em pacientes doentes. Jamais feitas tas em animais, por ser impossível obter informações sobre os sintomas e as reações subjetivas

O criador da Homeopatia também propôs remédio único. Um medicamento por vez, optando por aquele que englobe maior quantidade de sintomas que paciente apresente. Durante o debate a palestrante foi questionada sobre médicos homeopatas que prescrevem vários medicamentos por vez. É que existem duas linhas na Homeopatia.

EQUILIBRIO ENERGÉTICO

O objetivo da homeopatia é não apenas aliviar e curar os sintomas, como também trazer o equilíbrio energético ao organismo. Como o organismo é um só e todo conectado, a Homeopatia explica manifestações de sintomas físicos de problemas emocionais.

E tudo passa pela energia vital (EV) que pode ser perturbada por outras formas de energia: físicas (calor, radiações, vibrações); químicas (tóxicos, medicamentos, alimentos); biológicas (contágio de micróbios e parasitas) e psíquicas (frustrações, alegrias, emoções, conflitos, susto). Mas, como explicou Monica Cunha, a sensibilidade às agressões do meio surge em decorrência desequilíbrio da EV. A hereditariedade é o fator predisponente principal, alertou.

Até a manifestação de sinais de desequilíbrio da EV (doença) são emitidos sinais de alerta. Primeiro, na imaginação, seguindo a necessidade da atenção (emotivo-afetivas) alterações orgânicas até os sinais e sintomas, tentativas da EV de reequilibrar o organismo.

AVANÇOS

A palestrante mostrou como a Homeopatia – reconhecida como especialidade médica, odontológica, farmacêutica e veterinária – está associada ao que existe de mais moderno em pesquisa científica.

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