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Dor neuropática na sessão temática do Cedeba sobre Diabetes dia 1º

23/09/2019 17:44

Dor caracterizada por queimação, agulhadas, choques e hipersensibilidade ao toque, podendo ser acompanhada de formigamento ou adormecimento da região do corpo cujo trajeto nervoso esteja comprometido. É a dor neuropática, muito frequente no Diabetes Mellitus tipo 2 DM2, e que afeta principalmente os membros inferiores na neuropatia diabética periférica,

A Dor Neuropática será o tema da sessão temática em Diabetes do mês outubro (dia 1º), das 8h30 às 11h30, no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS), e que será apresentada pela endocrinologista e coordenadora de Ações Estratégicas do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia – Cedeba – Odelisa Matos. As sessões de atualização, sempre na primeira terça-feira do mês, são uma realização do Cedeba, por meio da Coordenação de Educação e Apoio à Rede (Codar).

PERDA DA SENSIBILIDADE

Tendo como público alvo a equipe multidisciplinar (Saúde da Família, Centros de Referência e instituições de ensino superior), as sessões são muito importantes para manter os profissionais da atenção básica atualizados, contribuindo assim para melhorar a atenção ao diabético – participam profissionais da capital e do interior- como destaca a coordenadora da Codar, Graça Velanes..

Desta vez, a endocrinologista Odelisa Matos enfatizará a importância da atenção à dor neuropática nas consultas. Muitas vezes – pontuou – os pacientes não percebem e não entendem. Não dão importância – a dor se manifesta muito à noite, durante o repouso, e não relatam a queixa por acreditarem tratar-se de problema circulatório. Mas é preciso muito cuidado, porque a perda da sensibilidade que se manifesta na neuropatia diabética é causa do pé diabético, que pode evoluir para a amputação.

A prevalência da dor neuropática no diabético, segundo explicou a endocrinologista, é igual em homens e mulheres, mas tem relação com o tempo da doença e do controle do diabetes. Daí a importância de manter a taxa de glicemia sob controle, observou.

Como o diabetes tipo 2 é uma doença insidiosa, o diagnóstico da doença, por falta da prevenção, em muitos casos só é feito quando o paciente já apresenta complicações, onde se insere a dor neuropática, explicou a especialista. Mas – tranquilizou – existe tratamento com bons resultados para a dor neuropática, feito com anticonvulsivantes a antidepressivos.

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