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Creasi promove atividades sobre Doença de Alzheimer

01/10/2019 16:25

Durante o mês de setembro, o mundo ficou alerta para a Doença de Alzheimer. O dia 21, data em que é celebrado o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, propõe uma reflexão sobre a necessidade de conscientização da sociedade sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado, bem como do apoio e suporte aos familiares e cuidadores das pessoas que vivem com a doença.

Marcando as atividades, a Alzheimer’s Disease International (ADI), uma federação de associações que trabalha na conscientização, na prevenção e no apoio a pacientes e famílias, divulgou relatório evidenciando que ainda há muitas dúvidas sobre a doença e que muitas pessoas acham que a demência é consequência normal do envelhecimento e que irá desenvolvê-la em algum momento.

O relatório da ADI, fruto de uma ampla pesquisa, realizada com 70 mil pessoas em 155 países, diz também que há um grande “estigma” sobre as pessoas com Alzheimer e a ideia de que são “um peso para a família”, ou para o sistema de saúde, que são pessoas “sem esperança” ou incapazes de falar por si mesmas.

No Creasi, a estratégia mais eficaz para sensibilizar a equipe técnica, familiares e cuidadores sobre a doença tem sido oferecer educação especializada. Durante todo o mês, uma programação especial foi desenvolvida para falar sobre o tema, nas sessões científicas, destinadas aos profissionais da Unidade, estudantes e residentes, e no Programa de Apoio ao Cuidador (PAC), atividade direcionada aos cuidadores e/ou familiares dos pacientes acompanhados na Unidade.

As sessões científicas debateram o tema em diversas vertentes: a Sessão de Artigo trouxe a “Velocidade da marcha e a cognição”, a Sessão Temática abordou “A Terapia Ocupacional além da Reabilitação Cognitiva”, Sessão de Pesquisa “O impacto da demência para o cuidador”, Sessão Clínica trouxe um caso de paciente da Unidade para ilustrar questões sobre o diagnóstico correto e os tipos de Demência.

O Programa de Apoio ao Cuidador (PAC), premiado como experiência exitosa na edição deste ano do Prêmio Boas Práticas em Saúde da Pessoa Idosa, realizado pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizou cinedebate com o filme “Diário de uma paixão” e criou espaços de diálogo para oferecer o máximo de informação sobre a doença. Na Estação do Saber, o público pode tirar dúvidas através de roda de conversa com especialista, e na Estação do Refletir, a proposta foi proporcionar reflexão através de documentário, por meio do qual muitas emoções vieram à tona.

Para a enfermeira Amélia Oliveira, uma das profissionais responsáveis por conduzir o PAC, é necessário criar um movimento conjunto para propor mudanças e pensar sobre o impacto da Doença de Alzheimer em toda a sociedade. “A doença irá afetar mais e mais pessoas à medida que os anos passam, ter contato social com pessoas que vivem com Alzheimer, defender publicamente os direitos dessas pessoas é papel de todos nós e é importante que os mitos sejam derrubados”, salientou.

Doença de Alzheimer

Caracterizada pela perda da memória e de outras funções mentais importantes, a doença de Alzheimer foi descrita, pela primeira vez, em 1907. É um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva (dificuldade de concentração, atenção, perda de memória, problemas com a compreensão, linguagem, dificuldades com o julgamento e raciocínio, problemas na execução de várias tarefas, etc.), comprometimento das atividades de vida diária e podendo provocar uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.

A doença afeta mais os idosos, sendo responsável por mais da metade dos casos de transtornos neurodegenerativos na população com mais de 65 anos. Segundo a diretora do Creasi, Mônica Hupsel Frank, médica geriatra, a Doença de Alzheimer é considerada a causa mais frequente de transtorno neurodegenerativo progressivo não reversível, mas existem outros tipos. “Além do Alzheimer há vários tipos de transtornos neurodegenerativos como o vascular, o de corpos de Lewy, o frontotemporal, entre outros, cada um destes com suas peculiaridades”.

Um estudo censitário que está sendo desenvolvido no Centro, pela área de Pesquisa do Núcleo de Educação Permanente (NEP), e já conta com 68,6% dos dados coletados, mostra que aproximadamente 30% dos idosos inscritos apresentam diagnóstico de algum tipo de transtorno neurodegenerativo progressivo (conhecidos como demência). Vale ressaltar, que o critério para admissão no Creasi é a perda da funcionalidade, sendo, portanto, o local para o tratamento dos idosos frágeis na Bahia.

Ascom Creasi

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