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Palestrante é exemplo da importância do diagnóstico precoce do câncer mama

16/10/2019 17:13

“Não sou digna de pena. Sou digna de respeito. Eu sou mais forte de que todas as minhas cicatrizes. Foram 16 cirurgias, mas estou viva e procuro viver a vida que não terminou, porque descobri o câncer de mama no estágio inicial”. Com muita segurança, a bancária aposentada Maristela Viana Maciel, 57 anos, mostrou sua garra, força e fé na palestra que fez hoje para pacientes e servidores do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), na programação do Outubro Rosa – fez palestra também em 2016 e 2017-, destacando a importância do diagnóstico precoce – quando a chance de cura chega a 95% – e da necessidade de estar atento aos fatores de risco.

Maristela, que passou recentemente por cirurgia para retirada da outra mama, depois que um estudo genético sinalizou que havia risco de novo câncer, não perde o ânimo. Nas suas palestras, bem didáticas, traz dados estatísticos do Instituto Nacional do Câncer (INCA), que apontam 57,9 mil casos de câncer/ano e 16,9 mil mortes. Mas o número elevado de mortes – pontuou – é pela falta de diagnóstico precoce. “Se eu não tivesse descoberto o câncer de mama na fase inicial, não estaria aqui com vocês. Por isso, peço que se amem, se cuidem e levem também essa orientação para a família e a comunidade onde vocês vivem”.

O ANO TODO

As estatísticas mostram que apenas 11% dos casos de câncer de mama são diagnosticados na fase inicial, alertou a palestrante, que também já teve câncer de tireóide e foi alertada para o risco de perder a voz, mas era na fase inicial e ela descobriu fazendo exames de prevenção, que sinalizaram a presença de nódulos em vários órgãos. Em 2010, com o diagnóstico de câncer de mama, fez mastectomia da mama direita, e um ano antes do diagnóstico, o resultado da mamografia foi normal.

Maristela cita sua experiência para alertar que “não basta fazer o auto-exame que não detecta nódulos menores que um centímetro. É preciso fazer mamografia anualmente depois dos 50. No caso das mulheres mais jovens, com mamas mais densas a ultrassonografia também é muito importante. Por isso – pontuou – não é para esperar pelo Outubro Rosa, já que a prevenção deve acontecer todo o ano. Mesmo com esse pensamento, Maristela não abre mão de blusa na cor rosa e, ao encerrar a palestra distribui lacinhos para motivar e lembrar da Campanha.

Ela apresentou informações sobre os fatores de risco para o câncer de mama, que fazem parte do material divulgado na Campanha do Outubro Rosa: idade avançada, primeira menstruação antes do 12 anos, menopausa tardia ((última menstruação após os 50), histórico familiar (parente de primeiro grau com a doença), ingestão regular de álcool, não ter filhos, ou ter o primeiro filho depois dos 30 anos, sedentarismo, obesidade, dieta rica em gordura e fumo. Mas ficar atento aos fatores e risco e fazer exames preventivos não é suficiente. É preciso – destacou – fazer os exames e pegá-los para levar ao médico.

Hoje Maristela faz palestras para levar o seu exemplo. Trabalho voluntário que começou depois de conhecer o Núcleo de Apoio às Pessoas com Câncer (NASPEC). Por ter enfrentado os problemas decorrentes do câncer, considera mais fácil falar sobre a doença. Além do câncer, já enfrentou muitos problemas de saúde, tendo sido submetida a 16 cirurgias, mas “não perco o ânimo”, pontua.

Além das palestras, Maristela interage muito nas redes sociais, no seu Facebook, (Maristela Maciel) e instagram @maristelavianamaciel e faz questão de divulgar seu telefone (71) 99977-3605, para quem quiser contatá-la para fazer palestras e conhecer sua batalha contra o câncer de mama.

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