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Trabalho do HGRS fica entre os melhores em congresso de doenças cerebrovasculares

22/10/2019 16:35

Um trabalho desenvolvido na Unidade de Acidente Vascular Cerebral do Hospital Geral Roberto Santos (UAVC-HGRS), em Salvador, foi selecionado entre os três melhores do XII Congresso Brasileiro de Doenças Cerebrovasculares, realizado em Goiânia, de 16 a 19 de outubro. Intitulada ‘Impacto da ocorrência de delirium sobre pacientes internados em unidade de acidente vascular cerebral’, a pesquisa participou na modalidade oral.

De acordo com o neurologista Pedro Antonio Pereira, coordenador da UAVC-HGRS, o delirium é um comprometimento agudo e flutuante da atenção, cognição e comportamento. “Embora seja comum em pacientes com AVC, não há estudos que associem os subtipos clínicos de delirium com desfechos como morte e incapacidade funcional. O objetivo desse estudo foi avaliar o impacto da ocorrência de delirium, em seus diferentes subtipos motores, sobre o prognóstico de pacientes com AVC”, explica.

Para tanto, foram analisados pacientes internados na unidade de AVC do HGRS, diagnosticados com AVC isquêmico ou hemorrágico, com sintomas em até 72h da admissão. “227 pacientes foram admitidos e registramos a incidência de delirium em 31.3% (71 pacientes), sendo o subtipo hipoativo o mais frequente”, conta o neurologista, que acrescenta: “delirium foi associado ao aumento do risco de piores desfechos na alta hospitalar, aos 30 e 90 dias, além de maior tempo total de internamento. A mortalidade intra-hospitalar e aos 90 dias foi maior nos pacientes com delirium, respectivamente. Os subtipos misto e hipoativo se associaram com piores desfechos quando comparados a pacientes sem delirium e ao subtipo hiperativo. A mortalidade aos 90 dias foi maior no subtipo hipoativo”.

O estudo concluiu, então, que o delirium é frequente entre os pacientes na fase aguda do AVC. Ele está associado a maiores taxas de morte e pior desfecho funcional, além de prolongar tempo de internamento hospitalar. “Maiores taxas de mortalidade são observadas no delirium hipoativo, enquanto maior tempo de internamento e piores desfechos funcionais são observados no delirium misto”, afirma Pedro Pereira. 

Ascom HGRS

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