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Divep promove oficina sobre vigilância, prevenção e controle da febre amarela

24/10/2019 09:16

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica, em articulação com o Núcleo Regional de Saúde Sul e Coordenação Geral das Arboviroses, está realizando a Oficina sobre vigilância, prevenção e controle da Febre Amarela. O evento foi iniciado ontem (23), e prossegue até amanhã (25), em Ilhéus.

Nas duas últimas décadas, foram registradas transmissões de febre amarela além dos limites da área considerada endêmica, que é a Região Amazônica). No período entre 2016 e 2018, o vírus amarílico alcançou grandes regiões metropolitanas do sudeste do país, áreas densamente povoadas, com populações não vacinadas e infestadas por Aedes aegypti.

No período de sazonalidade (2018/2019), o vírus persistiu na região Sudeste, demonstrando a manutenção da transmissão viral e potencial de dispersão para a região Sul, bem como, para região Nordeste, via corredores ecológicos da Mata Atlântica.

Diante do cenário atual da febre amarela no Brasil, torna-se necessário capacitar e atualizar profissionais de saúde que atuam em regiões com maior risco de casos, surtos e/ou epidemias, com emprego dos protocolos e estratégias atuais de vigilância e resposta às emergências em saúde pública, durante o período sazonal da febre amarela (2019/2020).

O principal objetivo do curso é ampliar a sensibilidade do sistema de vigilância na detecção precoce da circulação do vírus amarílico na Bahia, possibilitando a predição do risco, a prevenção e controle de casos autóctones de febre amarela.

Público-alvo

Profissionais das Regionais de Saúde e municípios prioritários que atuam na vigilância epidemiológica das arboviroses e/ou na vigilância de epizootias e vigilância de vetores relacionada à vigilância da febre amarela.

Resultados Esperados

A realização do curso terá como resultados a atualização e capacitação das equipes estaduais da região Nordeste, das regionais de saúde e de municípios prioritários da Bahia, quanto às ações de vigilância epidemiológica e imunização, de vigilância de primatas não humanos e epizootias, além da entomologia e controle vetorial aplicados à Febre Amarela; uma maior e melhor integração entre os diferentes setores atuantes na vigilância e resposta, com fluxo ordenado e integrado como preparação para monitoramento sazonal da FA 2019/2020, conforme protocolos de vigilância e contingência; a preparação para elaboração de análises de situação de saúde e preparação para comunicação de risco, de modo padronizado, sistemático e reprodutível em nível regional e local, integrados ao sistema nacional de vigilância epidemiológica da febre amarela

Além disso, espera-se ter técnicos atualizados, treinados e capacitados para a vigilância, monitoramento e resposta, com base em métodos e critérios atualizados para a avaliação de risco e cenários para priorização das ações durante transmissão de febre amarela silvestre, bem como uma maior capacidade para vigilância, detecção e respostas integradas, na vigilância da doença, durante período sazonal 2019/2020.

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