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Médicos de Moçambique conhecem o Ambulatório de Pé Diabético do Cedeba

06/11/2019 17:10

Os médicos Impasso Abdul Impasso e Neusa Jose Magode Manhiça, ambos da especialidade Cínica Geral, do Governo de Moçambique (país do continente africano, que se tornou independente de Portugal em 1975), que estão conhecendo a experiência do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) durante três semanas, nesta quarta-feira (6) acompanharam as atividades do ambulatório de pé diabético. O serviço é um dos focos de interesse dos visitantes, diante do elevado número de amputações de membros inferiores por causa do diabetes em Moçambique. Em razão do diagnóstico tardio do diabetes – pontuaram os médicos – muitas vezes é o pé diabético (complicação da doença) que leva à identificação do diabetes.

Eles acompanharam (durante a manhã e tarde) o trabalho da angiologista e cirurgiã vascular, Luciana Miranda, nas consultas e curativos. Fizeram muitas perguntas e anotações. Numa consulta com uma paciente, em que a médica, após o exame fez o encaminhamento para o ortopedista, os médicos de Moçambique impressionaram-se com as respostas bem claras da paciente, observando que no país deles muitas pessoas com baixa escolaridade têm dificuldade para falar sobre medicação e sintomas “Dizem estou tomando um comprimido, branquinho, redondinho”. Luciana Miranda disse que “também enfrentamos essa realidade com pacientes que vêm da zona rural, de áreas mais distantes da capital”,

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Impasso Abdul Impasso e Neusa Jose Magode Manhiça viram os cuidados com os curativos de pacientes com pé diabético feitos com a participação da médica angiologista, as orientações sobre a necessidade de o diabético manter o pé hidratado para prevenir lesões. Perceberam, também, como a assistência do Cedeba funciona integrada com o Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação da Pessoa com Deficiência (Cepred), também da estrutura da Secretaria da Saúde (Sesab), ao acompanharem o curativo de um paciente que sofreu amputação dos dedos do pé direito, mas precisa de um andador para proteger a área que já está em fase final de cicatrização. Ela explicou que o Cepred dispensa além de cadeira de rodas, muletas, andadores e sapatos especiais para diabéticos.

Nesta quinta-feira, os médicos – que tem interesse em conhecer ações de educação em diabetes – verão a experiência exitosa de o Doce Conviver – grupos de educação e convivência – que possibilitam a aprendizagem em grupo, a troca de experiências e atividades, de maneira lúdica (músicas, jogos, dramatizações), trazendo grande satisfação e mudança de comportamento nos pacientes diabéticos.

O Doce Conviver, iniciativa da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), do Cedeba, para diabéticos tipo 2, utiliza a Metodologia Participativa, que trabalha a autonomia do cuidado, em que o diabético se sente responsável pelo seu tratamento.

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