Notícias /

Diabéticos aprenderam sobre os cuidados com os pés na caravana educativa do Cedeba

13/11/2019 18:12

Os cuidados com os pés foram abordados, na manhã desta quarta-feira (13), pela caravana educativa da equipe do Ambulatório do Pé Diabético do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), dentro da programação Novembro Diabetes Azul. A angiologista e cirurgiã vascular Luciana Miranda e a fisioterapeuta Lorena Arruda responderam muitas perguntas dos pacientes, interessados em ampliar os conhecimentos.

Os pacientes participaram ativamente e suas respostas evidenciaram que estão aprendendo o caminho do autocuidado. Quando a fisioterapeuta perguntou; “Por que não passar creme entre dos dedos dos pés? Para não ficar úmido? E se ficar úmido? Cria fungos que levarão a ferimentos. Aprenderam também que não devem tirar a cutícula, nem usar esmaltes de cores fortes (preferir o incolor porque permite visualizar alterações nas unhas) e nem cortar os cantos das unhas.

PERDA DE SENSIBILIDADE

Durante a abordagem educativa os diabéticos também aprenderam que devem andar sempre calçados, porque se houver redução da sensibilidade, há risco de ferimento sem que a pessoa perceba, e que pode evoluir para uma úlcera. Pelo mesmo motivo os diabéticos não devem pisar sem calçado em locais quentes.

As meias devem ser brancas e de algodão e os sapatos, confortáveis e sem costura. Nada de sandália presa entre os dedos. As que são fechadas por velcro e podem ser reguladas são as ideais porque se houver edema nos pés, não incomodam.

Os pacientes queixaram-se muito de dores nos pés à noite, durante o repouso. A cirurgiã vascular disse que é muito importante avaliar a glicemia. As dores em repouso são manifestações de alterações nos nervos. A perda de sensibilidade nos pés, os formigamentos são sinais que merecem atenção no diabético.

A prática de exercício físico é muito importante, como destacou Lorena Arruda, porque melhora a circulação, o nervo e reduz o nível do açúcar no sangue. E exercício faz parte do tratamento do diabetes junto com a alimentação e a medicação.

Como aconteceu nas outras caravanas, pacientes de outros ambulatórios do Cedeba pararam para ouvir as explicações. Um senhor dirigiu-se à medica queixando-se do problema na perna (estava no Cedeba para receber medicamento) quando foi orientado pela angiologista sobre o fio puxado na meia que usava. Ela explicou que meia de compressão, se tiver um fio puxado já perde seu efeito. Por isso – orientou – é preciso calçar com cuidado.

PAIS DEBATEM DIABETES

No setor Infanto -Juvenil (Siju) do Cedeba, a atividade realizada segunda- feira foi repetida hoje: crianças e adolescentes escreveram sobre como é conviver com o diabetes. Depois as cartas – sem assinaturas- foram lidas pelos pais. Para Lígia Barbosa da Silva Santana, 43 anos, cujo filho adolescente teve o diagnóstico de diabetes no final de junho, numa condição muito grave, “a assistência aqui no Cedeba é excelente. Os profissionais se preocupam com o bem-estar do paciente e da família”.

O diagnóstico de diabetes tipo 1 geralmente é um choque. A doença se manifesta de forma abrupta com um quadro que agudo, como explica a endocrinopediatra, líder do Siju, Lívia Leite. No caso do filho de Ligia, o açúcar chegou a 650 e ele teve que ir para a UTI.

As redações dos pequenos pacientes revelam a desinformação da sociedade sobre o diabetes. Um adolescente escreveu que na escola quando “meus colegas souberam que eu era diabético afastaram-se de mim com medo de ser uma doença contagiosa”. Outro disse os pais se assustaram com o diagnóstico porque não tinha casos de diabetes na família (o diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune, não é hereditária como no diabetes tipo 2).

Mesmo tendo assistência individual para seus filhos com a nutricionista, os pais adoraram a dinâmica com a equipe multidisciplinar do Cedeba porque aprenderam mais sobre a alimentação saudável com as orientações da nutricionista Isis Teodoro (trouxe e ensinou a fazer bolo de banana sem açúcar), e discutiram a realidade e as mudanças necessárias na rotina da alimentação, principalmente, para conviver com o diabetes.

Notícias relacionadas