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Aula de reforço sobre alimentação saudável do Núcleo de Obesidade do Cedeba foi sucesso

28/11/2019 17:04

Na hora das refeições, nada de programas violentos da televisão que mostrem tragédias. Para quem está acompanhado, o ideal é conversar sobre amenidades (jamais discutir), mas quem está sozinho pode ouvir uma boa música para tornar o momento mais alegre e suave. A recomendação é da nutricionista do Núcleo de Obesidade do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Lorenna Fracolossi, na palestra em que passeou pelos dez passos da alimentação saudável, evento que reuniu mais de 200 participantes (da capital e do interior), tendo como tema central “Descasque Mais, Desembale Menos”, nesta quinta-feira (28) no auditório da Escola de Saúde Pública da Bahia.

Os pacientes participaram ativamente do evento, aberto pela coordenadora do Núcleo de Obesidade, endocrinologista Teresa Arruti, e também fizeram questão de posar ao lado do painel com balões em forma de frutas, colocado no hall de entrada do auditório. Sentiram-se donos da celebração (Dia Mundial de Obesidade, 11 de outubro) com um vídeo, onde colocam suas opiniões sobre o tema e as mudanças em suas vidas a partir do atendimento no Cedeba. Depois da palestra tiveram dinâmica de meditação, conduzida sobre “Flexibilização”, conduzida pela nutricionista Luciane Barros. A meditação foi antecedida por exercícios de alongamentos orientados pela fisioterapeuta Jamile Soledade Velloso Santos

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Os passos da alimentação saudável ensinados pelos profissionais do Núcleo de Obesidade tanto no atendimento individual como no ciclo de palestras foram discutidos hoje como se fosse um aulão de reforço: auditório lotado e intensa participação por meio de perguntas.

Lorenna fez varias perguntas ao iniciar a conversa. O que é alimentação saudável? Mudar para uma alimentação saudável é difícil? Três passos são essenciais pontuou:- variedade, moderação e equilíbrio. E mudar – destacou – é difícil, sim, por que passa pela desconstrução de hábitos. Quanto mais idade, mais difícil mudar. “Quem passou 20, 40 anos comendo feijão com arroz/arroz com feijão, vai ter dificuldade para introduzir saladas no cardápio. O mesmo para quem se acostumou a tomar café com biscoito, quando há muitas opções saudáveis para o café como a batata doce,o inhame, o aipim, abóbora (o pessoal do meio rural gosta). E substituir o pão por biscoito não significa uma opção menos calórica. Os biscoitos têm gorduras trans e mais sódio.

Explicando que os alimentos trazem significação cultural, comportamentais e afetivas singulares, Lorenna orientou que mesmo as pessoas em tratamento da obesidade não devem se isolar dos acontecimentos sociais, das reuniões familiares. “Se a pessoa vai a uma feijoada deve comer, sim, mas com moderação”. A mesma regra vale para o bolo, doces e salgados nas festas.

No dia a dia as pessoas devem optar por alimentos in natura, consumir os processados com moderação e evitar os ultraprocessados. O último grupo é rico em substâncias artificiais para se tornarem mais atraentes, terem longa vida nas prateleiras, realçar o sabor. Ela mostrou a diferença: o macarrão é alimento processado, mas na versão instantânea (passa por fritura e por isso seu cozimento é ultra rápido) é ultraprocessado.

Lorenna explicou que alimentação saudável – não deve ser confundida com produtos light e diet (estes são caros) – não é cara dando dicas para o planejamento das compras de forma econômica: as feiras, onde existe a pechincha. E ainda tem o expediente da xepa, o final da feira, quando os preços caem bastante. Na hora de comprar frutas, a nutricionista recomenda a preferência por frutas da estação por serem mais saborosas e terem preços mais baixos por causa da maior oferta.

Ascom Cedeba

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