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Experiência do Cedeba no tratamento do pé diabético é compartilhada com Policlínicas Regionais de Saúde

12/03/2020 10:53

A técnica, a integração entre o médico e a equipe de Enfermagem, que se estende ao trabalho de toda a equipe multidisciplinar, foram aspectos destacados pelos enfermeiros Manuela Silva Santos e Filipe Tiago Barbosa dos Santos, ao concluírem hoje o treinamento sobre o tratamento do Pé Diabético, no Centro Diabetes e Endocrinologia da Bahia(Cedeba). Para eles, “o trabalho é excelente” e representa o pontapé inicial para o atendimento que será oferecido nas Salas do “Pé Diabético” nas Policlínicas Regionais de Saúde.

Manuela, há dois anos na Policlínica Regional de Jequié (município do Sudoeste baiano, a 369 km da capital) com atendimento para 28 municípios, trabalhou oito anos na Atenção Básica, em Itiruçu, no Programa de Saúde da Família. Ela entende ser muito importante o atendimento do paciente com pé diabético mais perto de casa, evitando o desconforto dos deslocamentos. Na sua avaliação, para reduzir o avanço do pé diabético torna-se necessário ampliar a prevenção do diabetes com foco no estilo de vida mais saudável – alimentação de qualidade de prática de exercícios físicos. E para os pacientes já diabéticos é preciso acrescentar o controle glicêmico.

Mas – pontuou – é muita sobrecarga para a Atenção Básica, porque a demanda é muito elevada para a quantidade de profissionais. Fora isso disse – o profissional de saúde, em razão dos muitos papéis e formulários que precisa preencher, termina sem tempo para cuidar com mais atenção da prevenção das complicações das doenças crônicas, onde se insere o diabetes.

O enfermeiro Filipe, da Policlínica Regional de Jacobina – na região Norte da Bahia, extremo Norte da Chapada Diamantina, a 339 km de Salvador) e fazendo atendimento em média complexidade para 18 municípios – disse que “o treinamento foi o pontapé inicial para o nosso trabalho, Da mesma forma que a equipe diz ao paciente do pé diabético que o sucesso depende dos cuidados dele em 80% – entendo que esse percentual será de nossa responsabilidade para o sucesso do atendimento nas policlínicas.

Com experiência como coordenador do Hospital de Salinas da Margarida, Filipe também trabalhou acompanhando a saúde das comunidades próximas a um estaleiro como colaborador da Construtora Odebrecht. Ele volta para Jacobina movido pela esperança, porque o trabalho da Enfermagem será desenvolvido de forma integrada com o angiologista, seguindo o modelo de sucesso adotado pelo Cedeba.

Educação Permanente

O treinamento faz parte do Programa de Educação Permanente do Cedeba, por meio da Coordenação de Educado em Diabetes e Apoio à Rede (Codar). Para as Policlínicas Regionais de Saúde, a ação começou em janeiro e prossegue durante todo o ano. Manuela e Filipe fizeram parte da segunda turma do treinamento. A próxima será de 24 a 26 próximos, para profissionais das Policlínicas Regionais de Irecê e Juazeiro.

Segundo a coordenadora da Codar, Graça Velanes o treinamento amplia a articulação Cedeba e Policlínicas Regionais de Saúde, possibilitando ao pessoal de Enfermagem conhecer o funcionamento do Ambulatório do Pé Diabético, e o trabalho da equipe multidisciplinar, com ênfase no rastreamento do risco do pé diabético e tratamento de feridas. Com um total de 24 horas, o treinamento, segundo a coordenadora da Codar, também oportuniza aos profissionais reflexão a respeito da melhoria do cuidado com o pé diabético.

Ascom do Cedeba

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