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Núcleo de Prevenção do Suicídio discute impactos da pandemia em live na noite desta sexta

15/05/2020 17:20

‘Os impactos da pandemia na saúde mental e no suicídio: estratégias frente ao desconhecido’. Este é o tema da live que será comandada pela psicóloga Soraya Carvalho, idealizadora e coordenadora do Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio (NEPS), a partir das 20h, desta sexta-feira (15), pelo perfil no Instagram @nepsprevencaosuicidio. Os internautas poderão interagir, por meio dos comentários, durante a transmissão, que ainda contará com a facilitação da terapeuta ocupacional Maira Oliveira.

Soraya conta que esta é a primeira de uma série de lives que fazem parte do projeto ‘A prevenção do suicídio em tempos de pandemia’. “Não iremos sair dessa pandemia da mesma forma que entramos, por isso é muito importante discutir as estratégias, principalmente para aquelas pessoas que já estão comprometidas emocionalmente. O alto grau de letalidade e de contágio e o fator do desconhecido relacionados à essa pandemia geram um medo tremendo e é esse medo que leva ao terror e ao pânico, gerando uma série de complicações psicológicas”, alertou.

As lives e o contato por meio das redes sociais são uma ferramenta importante, de acordo com a psicóloga. “Somos seres que necessitam do contato com o outro, mas é preciso lembrar que o isolamento não é solidão e que distanciamento físico não quer dizer distanciamento social. A ideia é fomentar a valorização do contato através das redes sociais. Um abraço virtual pode ser muito caloroso”, ressaltou a médica.

A segunda live será conduzida pelo psicanalista Roberto Alves, na próxima quinta-feira (21). Nesta edição o foco central são ‘As relações de família coabitando o mesmo espaço em tempos de isolamento social e “prisão domiciliar”’.

NEPS

Parte do Centro de Informações Antiveneno da Bahia (Ciave), o NEPS é referência nacional no acompanhamento psicológico a pacientes que tentaram o suicídio, assim que se inicia a internação hospitalar, começando na Emergência, estendendo-se às enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva, bem como após a alta, por meio do tratamento ambulatorial, que perdura o tempo que os profissionais responsáveis julgarem necessário.

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