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ICOM completa dois anos de funcionamento, agora com dedicação exclusiva à Covid-19

06/07/2020 19:27

O Instituto Couto Maia (antigo Hospital Couto Maia), completa hoje, dia 6 de julho, dois anos de funcionamento na nova sede. Especializado no tratamento de doenças infecciosas, o antigo hospital mudou de endereço e passou a funcionar no bairro de Cajazeiras, em Salvador. O ICOM foi inaugurado com 120 leitos, sendo 20 de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), o para prestar atendimento de urgência e emergência. A estrutura conta com um ambulatório especializado, um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), uma agência transfusional e serviço de reabilitação e de logística, representando um investimento estimado em cerca de R$ 120 milhões.

Nesses dois anos de funcionamento, e até o último mês de março, o Icom contabilizou 14.224 atendimentos na emergência, 3.707 internamentos e 38.573 atendimentos ambulatoriais. A partir de março, com atendimento exclusivo a Covid-19, foram 2.015 atendimentos na emergência e 3.707 internamentos.

Desde a última semana de março deste ano, o ICOM atende, exclusivamente, pacientes confirmados ou com suspeita de Covid-19. Foram realizadas diversas adaptações na estrutura física e no dimensionamento de recursos humanos para ampliar a capacidade de atendimento, passando de 120 leitos, para 168 leitos, todos dedicados à Covid-19. O maior impacto foi no aumento do número de leitos de UTI, que dos 20 iniciais, foram ampliados para 89 leitos. Preparar o hospital para atender esta demanda exigiu um acréscimo de mais de 1.000 novos trabalhadores, entre profissionais de saúde e administrativos.

A diretora geral do ICOM, a médica Ceuci Nunes, relata como foi realizar essa ampliação: “Foram muitos desafios. Quadruplicar a quantidade de leitos de UTI significou ter que agregar um número enorme de profissionais ao quadro, e a equipe tem feito inúmeros treinamentos. Significou também quadruplicar as compras de medicamentos, lidando com a dificuldade adicional de que muitos sedativos e bloqueadores neuro musculares estão em falta no mercado. Trabalhamos para garantir EPIs para todo mundo e prestar uma assistência adequada aos pacientes. Nós estamos diante de uma doença grave, diferente das que atendíamos até o momento e diferente de tudo que conhecíamos”.

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