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Setembro é mês de alerta para a prevenção do HTLV

01/09/2020 11:14

Na Bahia, no período de 2012 a agosto de 2020, foram notificados 3.543 casos de HTLV. Destes, 75,8% no sexo feminino (2686) e 21,8% no sexo masculino (856). Segundo dados da diretoria de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), observa-se um aumento gradativo do quantitativo de notificação, e a alta proporção no sexo feminino pode ser motivada, principalmente, pela testagem durante o pré-natal. Desde 2011, o Estado inseriu o HTLV como uma doença de notificação compulsória, por meio da portaria nº. 125 de 24 de janeiro de 2011

Diante desse quadro, é necessário o enfrentamento da infecção pelo HTLV, e com este objetivo, a Divep busca reforçar as condutas preventivas, por meio do sexo protegido, garantia de fornecimento de formula láctea para o Estado, inibidor de lactação nas maternidades e atenção primária, além de outras ações efetivas de promoção e prevenção, com foco na triagem do pré-natal e no cuidado integral ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).

No Brasil, o HTLV I é o subtipo predominante em regiões urbanas, e sua prevalência pode ser mais elevada onde há maior concentração de população afrodescendente, como por exemplo, no Estado da Bahia. O diagnóstico laboratorial é realizado por meio de sorologias para pesquisas de anticorpos HTLV- I/II.

Transmissão

O HTLV pode ser transmitido por relações sexuais, agulhas ou seringas contaminadas, pelo leite materno e pela transfusão de sangue e seus derivados. O aleitamento materno é a principal via de infecção, ocorrendo em 18% a 30% dos lactentes amamentados por mães infectadas, sendo esse risco aumentado quanto maior o tempo de amamentação.

Por essa razão, a prevenção acontece com triagem do papel filtro no pré-natal (na primeira consulta preferencialmente, 1º trimestre e 3º trimestre) e posterior exame confirmatório, e a suspensão do aleitamento nos casos positivos.

A transmissão por meio do sexo é mais eficiente do homem para a mulher, de modo que a infecção se revela mais elevada em mulheres. Neste contexto, a Divep reforça as medidas preventivas, com o uso dos preservativos femininos ou masculinos nas relações sexuais.

Distribuição dos casos

Com relação a distribuição espacial de casos, no ano passado, a Sesab contabilizou 45,4% no Núcleo Regional de Saúde (NRS) Leste, seguidos dos NRS Centro-Leste, com 18,4% dos casos, NRS Sul com 16,3%, NRS Sudoeste com 9,6%, NRS Extremo-Sul com 4%, NRS Nordeste com 2,5%, NRS Centro-Norte com 1,6%, NRS Oeste com 1,2% e, por fim NRS Norte com 1% dos casos de HTLV.

Quando avaliada a faixa etária, no mesmo ano 22,7% dos casos foram notificados entre indivíduos de 25 a 34 anos, 18,4% entre a faixa etária de 35 a 44 anos e 16,1% entre 45 a 54 anos de idade.

O HTLV é um agravo ocasionado pelo vírus linfotrópico de células T humano pertencente à família Retroviridae, a mesma do HIV, porém pertencente ao gênero Deltaretrovirus. Este vírus pode causar algumas doenças, tais como: linfoma cutâneo de células T, paraparesia espástica tropical (HAM/TSP) e contribuir para o surgimento de: uveíte, síndrome de Sjögren linfoma cutâneo de células T, dermatite infecciosa, polimiosite, artropatias, polineuropatias, estrongiloidíase.

Para maiores informações acerca do agravo, pode ser acessado o boletim epidemiológico, disponível no site da SUVISA/SESAB, através do link: http://www.saude.ba.gov.br/agravo/htlv/

Fonte: Divep\Sesab

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