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Atendimento no Cedeba avança com uso de bioimpedância magnética

21/12/2020 14:30

Usuários do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) contam agora com o método de padrão internacional para avaliação do padrão corporal – massa livre de gordura ou massa magra: inclui músculos, ossos, pele e massa gorda (total menos massa magra) – e ainda a taxa de metabolismo basal: o exame de bioimpedância magnética.

O aparelho de última geração, segundo a coordenadora do Núcleo de Obesidade do Cedeba, endocrinologista Teresa Arruti, foi uma reivindicação da equipe de Nutrição, sendo de grande importância para avaliação de pacientes com obesidade e, também, para diabetes. Representa mais uma avanço na assistência prestada pelo Cedeba.

No primeiro dia de funcionamento do novo aparelho, a nutricionista do Núcleo de Obesidade, Lorenna Fracalossi, fez dez exames. “O aparelho é muito importante pela sua precisão e rapidez na apresentação dos dados da composição corporal, ajudando o trabalho do nutricionista na definição e mudanças no tratamento. Para os casos de cirurgia bariátrica, é usado no pré e, mais ainda, no pós-cirurgia”, explica.

Massa magra e massa gorda

De acordo com a nutricionista, conhecer a composição corporal é muito importante no tratamento da obesidade. “Muitas vezes, o paciente se queixa que seguiu o plano alimentar, mas seu peso não diminui muito. Isso acontece, geralmente, quando há perda de gordura e aumento da massa magra (o músculo pesa mais que a gordura). Mesmo sem mudança significativa do peso, as medidas diminuem e com isso, as roupas começam a ficar mais folgadas”, acrescenta.

No caso dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, esse controle é muito importante. Logo após a redução do estômago, a perda de peso é muito acelerada, havendo a necessidade de verificar a perda da massa magra, que, se for muito alta, exige o uso de suplementos específicos. Como os pacientes que são acompanhados no Cedeba e encaminhados para bariátrica fazem controle no Centro de Referência durante cinco anos pós-cirurgia, o aparelho de bioimpedância garante o registro histórico das medições no sistema, sendo muito importante para avaliar a evolução do paciente.

No caso dos pacientes com diabetes, a avaliação da composição corporal com a bioimpedância magnética também é muito importante. Quando há o aumento da massa magra – para isso, o exercício físico muito colabora – melhora o controle glicêmico, possibilitando a redução da quantidade de insulina.

Uso do aparelho

A bioimpedância é um exame é muito utilizado em academias e em complemento em consultas de nutrição, para avaliar os resultados do plano de treino ou de plano alimentar, por exemplo, permitindo comparar resultados e verificar alguma evolução da composição corporal.

A partir de uma corrente elétrica, que passa pelo corpo através de placas de metal, os aparelhos de bioimpedância conseguem avaliar a porcentagem de gordura, músculo, ossos e água do corpo. Essa corrente viaja facilmente pela água e, por isso, tecidos muito hidratados, como os músculos, deixam a corrente passar rapidamente. Já a gordura e os ossos possuem pouca água, ocasionando maior dificuldade de transmissão da corrente. Dessa forma, a diferença entre a resistência da gordura e a velocidade com que a corrente passa em tecidos como os músculos, por exemplo, permite que o aparelho calcule o valor que indica a quantidade de massa magra, gordura e água.

A Taxa Metabólica Basal (TMB), também avaliada pela bioimpedância magnética, é o mínimo de energia necessária para manter as funções do organismo em repouso, como os batimentos cardíacos, a pressão arterial, a respiração e a manutenção da temperatura corporal. “Sem o aparelho, é preciso fazer cálculos com o uso de fórmula. Agora, com muita rapidez e segurança, esse número ė obtido utilizando a bioimpedância”, observa Lorenna Fracalossi.

Ascom do Cedeba

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