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Condição que afeta 90% dos pacientes, disfagia é tema de ação no Hospital Roberto Santos

24/03/2021 16:24

Em referência ao Dia Nacional de Atenção à Disfagia, o serviço de fonoaudiologia do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) realiza, até esta quinta-feira (25), ações de conscientização nas unidades de terapia intensiva (UTIs) adulto, neonatais, pediátricas e enfermarias da instituição. A programação, que teve início na última segunda-feira, conta com rodas de conversa e dinâmicas para toda equipe multiprofissional.

A disfagia, conforme lembra a fonoaudióloga Taísa Oliveira, que atua na ala neonatal do HGRS, é a dificuldade de deglutição, uma condição que compromete o estado nutricional, hídrico e a saúde em geral do paciente, afetando sua qualidade de vida. “É uma das especialidades do fonoaudiólogo, portanto, este profissional está habilitado a realizar avaliação da deglutição para identificar quais as alterações existentes e se há possibilidade de alimentação pela boca de forma segura”, explica.

Nas atividades, a equipe de fonoaudiologia compartilhou com os demais profissionais informações como os sinais de disfagia, posicionamento adequado para oferta de via oral, utensílios corretos para oferta segura, higiene oral, consistências e uso do espessante. “A dinâmica envolvia mitos e verdades sobre o assunto e, para auxiliar na explicação, foi utilizado material visual, além de entrega de folders. Nós fazíamos as perguntas e pedíamos para eles explicarem o porquê de suas respostas. Depois, dávamos a explicação correta. Quem acertasse recebia um brinde”, conta Taísa.

Para se ter uma ideia, 90% dos pacientes internados no HGRS apresentam disfagia. De acordo com a coordenadora do serviço de fonoaudiologia, Arleide Santos, são cerca de mil pacientes com esse distúrbio, ao mês. “Em média, nas unidades adulto, são atendidos 533 pacientes, em que a maioria dos atendimentos é para disfagia. Na neonatologia e pediatria, são atendidos 578 pacientes. São poucos os casos para outras alterações como paralisia facial, voz, fala e linguagem”, detalha.

Ao perceber dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou saliva em qualquer etapa do trajeto da boca ao estômago, o indivíduo deve informar a situação rapidamente à equipe de saúde para que o diagnóstico e tratamento corretos sejam feitos. Isso porque, caso haja complicações, a disfagia pode implicar no aumento do risco de pneumonia aspirativa e debilidade de saúde geral; aumento do tempo de internação; impacto negativo na qualidade de vida, com perda do interesse e do prazer em se alimentar.

Alguns dos sinais e sintomas da disfagia são: engasgo, pigarro, tosse, vômito com saliva e alimentos, alimentação muito demorada, permanência de restos dos alimentos na boca, perda de peso, mudança da voz durante e após a refeição, dor ao engolir, cansaço ao se alimentar, falta de ar e recusa alimentar.

Ascom do Roberto Santos

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