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Usuários do Cedeba destacam a importância das Práticas Integrativas e Complementares (PICS)

11/06/2021 18:30

O medo e a ansiedade crescem com o avanço da pandemia da COVID19, porque além do temor de adoecer, pesa a crise econômica. Muitas pessoas sofrem com a saudade pela morte de parentes e amigos. Nesse cenário tão complexo, usuários do Ambulatório de Práticas Integrativas e Complementares do SUS (PICS), do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), dizem que ¨ aqui temos um alívio para nossas dores e medos, como destacou Ana Rita Batista de Oliveira, paciente com obesidade, enquanto aguardava atendimento na sessão de Auriculoterapia.

Com o avanço da obesidade, Rita precisou parar o trabalho – teve uma barraca nas imediações da Rodoviária e depois, um bar em Dias D’Ávila – contribuindo para aumentar o estresse. “Aqui eu fico bem melhor. Durmo mais tranquila sinto menos dores nas pernas. No ambulatório ela já fez Reiki durante dois anos ” Não falto de jeito nenhum, pois me sinto muito bem”.

Ana Rita gosta muito do atendimento do Cedeba “porque aqui eu sou atendida pelo endocrinologista, angiologista, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, psiquiatra. E poder fazer Reiki e botar esses pontinhos na orelha (Auriculoterapia) tem me ajudado mais e só aumenta a minha satisfação com o atendimento.

OS RELATOS

A avaliação de Ana Rita coincide com os relatos dos pacientes que frequentam o ambulatório de Práticas Integrativas e Complementares; melhora do quadro geral de saúde: dos sintomas físicos, como mal-estar gástrico e intestinal e tensões no corpo, dores, e até mesmo de sintomas mais emocionais como estados de ansiedade, insônia e depressão, como destaca a líder do ambulatório – já caminha para seis anos – Pilar Dacal.

HOMEOPATIA

Enquanto Ana Rita fazia Auricoloterapia, Francisca Arsênio da Silva, 57 anos, era atendida pela endocrinologista e homeopata, Flavia Resedá, uma das idealizadoras do Ambulatório de Práticas Integrativas e Complementares que teve como apoio importante na sua implantação a experiência bem sucedida do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hospital das Clínicas). O trabalho se insere na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS, – criada em maio de 2006, pela Portaria 971.

Segundo a endocrinologista Flávia Resedá, a expectativa dos pacientes quando vêm para o Ambulatório de Práticas Integrativas é diferente, porque eles associam com alívio, bem-estar. E – complementou – as práticas integrativas tratam a doença no aspecto mais amplo do ser: complementando o tratamento físico, trabalham o extra – físico. A Homeopatia é a mais nova especialidade do Ambulatório de Práticas Integrativas e Complementares do Cedeba, que também oferece Reiki, Reflexologia Podal e Auriculoterapia

Na Secretaria da Saúde do Estado, o ambulatório de PICS do Cedeba é o único institucionalizado na Rede, pela diretoria de gestão do cuidado. Desde o ano o passado, a SESAB tem ofertado capacitação em PICS e três profissionais do Cedeba estão participando. Segundo Pilar Dacal, isso cria a expectativa de implantação de grupos de Ioga.

Mais recentemente, a residência de medicina da família da Prefeitura de Salvador procurou o ambulatório de PICS do Cedeba, enquanto campo de estágio. “Recebemos ontem a primeira médica residente deste programa da prefeitura, “relata com orgulho Pilar Dacal. Os dois fatos, “na minha avaliação, são um reconhecimento externo do nosso trabalho, sinalizando o nosso diferencial na rede” pontuou.

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