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Diabetes Gestacional tem webpalestra na programação do Cedeba

05/07/2021 14:13

Quase uma em cada cinco mulheres terá diabetes durante a gestação – prevalência de 18% – segundo dados da reanálise do grupo de estudos em diabetes gestacional brasileiro, que avaliou mais de quatro mil mulheres. E o crescimento da prevalência está relacionado com o aumento da idade materna, obesidade, sedentarismo e inatividade física.

As informações são da doutora em Endocrinologia e Metabologia pela USP, Alina Feitosa. No próximo dia 6 (terça- feira), às 15 horas, ela fará webpalestra sobre o tema “Diabetes Gestacional: diagnóstico e Perspectivas Futuras após a Gestação,” A webpalestra, iniciativa do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), em parceria com o Telessaúde BA, dá sequência à programação deste ano de atualização em Diabetes, tendo como público – alvo gestores e profissionais da Atenção Básica de Saúde. Para assistir, acessar www.telessaude.ba.gov.br

Também professora adjunta da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e coordenadora do Serviço de Endocrinologia do Hospital Santa Izabel, da Santa Casa da Bahia, Alina Feitosa explicou que diabetes gestacional é qualquer grau de intolerância à glicose oral que apareça durante a gestação, cujos critérios não sejam compatíveis com o diabetes pré-gestacional.

O que acontece 

Como a glicemia está elevada e a mãe e o concepto estão intimamente relacionados pela unidade feto placentário, – explicou Alina Feitosa – o excesso de glicemia passa para o feto e pode causar uma série de problemas como macrossomia (excessivo crescimento fetal), hipoglicemia, icterícia e hipocalcemia ao nascimento. Na mãe, há aumento de risco de doença hipertensiva da gestação, parto cesário e distocia de parto (lesão causada pela passagem do canal de parto).

O problema maior é que no futuro, esta prole tem maior risco de diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.

O controle

A maioria das mulheres com diabetes gestacional obtém bom controle segundo a especialista, apenas com mudanças saudáveis no estilo de vida como a prática regular de atividades físicas – sim, as mulheres devem fazer – alimentação saudável – restrição de carboidratos e alimentos processados – e cuidados no ganho de peso durante a gestação, principalmente nas mulheres que já tinham excesso de peso prévio. Se houver bom controle glicêmico e do peso, o risco de desfechos adversos para mãe e feto diminui.

Para o diagnostico do diabetes gestacional – destacou -.

recomenda-se a inclusão da glicemia em jejum dentre os exames no primeiro trimestre. Se a glicemia for menor que 92mg/dl, deve-se realizar o teste de tolerância à glicose oral com 75g de glicose entre a 24 e a 28 semana de gestação.

Serão consideradas como portadoras de diabetes gestacional as mulheres que apresentem pelo menos uma das três glicemias alteradas: jejum maior ou igual a 92mg/dl, glicemia em 01 e 02 horas após sobrecarga maior ou igual a 180 e 153mg/dl, respectivamente.

Após a gestação, a maioria das mulheres – 80%- retomam a tolerância à glicose normal em seis meses, entretanto 20% podem ter intolerância à glicose oral e até 65% das mulheres podem desenvolver diabetes tipo 2 em dez anos. Por isso – destacou – recomenda-se fazer o teste de tolerância à glicose oral entre a 12 semanas após o parto e a cada ano e instituir medidas preventivas ou de tratamento, se o diabetes for detectado.

Ascom do Cedeba

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