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Setembro Amarelo: Suicídio em adolescentes e crianças é abordado pela Escola de Saúde Pública da Bahia

17/09/2021 17:44

Em mais uma ação intersetorial, a Secretaria da Saúde do Estado, por meio da Escola de Saúde Pública da Bahia (ESPBA/Superh), em parceria com a Secretaria de Educação do Estado, realizou na manhã da última quarta-feira (15), a primeira atividade da Escola em alusão ao Setembro Amarelo. A programação seguirá até o final do mês, com atividades todas as quartas-feiras.

A ação tem como ponto focal a discussão de temas relacionados à prevenção do suicídio entre crianças e adolescentes, com o objetivo de instrumentalizar profissionais das áreas da saúde e da educação, para a identificação de sinais de riscos em crianças e adolescentes, a oferta de suporte emergencial a essas pessoas e seus familiares, bem como os possíveis encaminhamentos para uma rede de profissionais e serviços especializados.

O evento foi aberto pela diretora da ESPBA, Marília Fontoura, também representando a Superintendente de Recursos Humanos da Saúde, Janaína Peralta, e pela Superintendente de Recursos Humanos da Educação, Maria do Rosário Muricy. Ambas ressaltaram a importância da temática para o reconhecimento dos fatores de risco e da oferta segura de proteção e cuidado para crianças e adolescentes, em período escolar, a partir da integração e alinhamento dos profissionais das áreas da saúde e da educação.

Ideação suicida

Com o tema “Como identificar a ideação suicida em adolescentes (e crianças)”, a apresentação do dia ficou à cargo da Psicóloga Clínica e Especialista em Psicopedagogia, Aline Villafañe. A psicóloga é também Gestora de Processos Formativos da Escola de Saúde Pública da Bahia (ESPBA/Superh) e coordena o Curso de Aperfeiçoamento em Saúde Mental promovido pela Escola.

A abordagem partiu de uma indagação feita por Villafañe aos presentes “Seria o suicídio um sintoma de uma sociedade que adoeceu?”. Os indícios foram mostrados através de um breve histórico sobre a formação e consolidação da sociedade contemporânea, baseada no consumo e em um estilo de vida que potencializa fatores como o estresse, as doenças mentais e depressão. Fatores estes, que podem atingir crianças e adolescentes.

Outras questões como a vulnerabilidade (própria da transição da idade), alteração hormonal, aceitação social, medo e ansiedade extremas foram abordadas pela psicóloga. Já mudanças bruscas de comportamento foram salientadas como um dos principais pontos de atenção, que podem elevar o risco de suicídio e devem ser observados pela família e professores.

Para os casos de identificação de risco suicida ou de outras características de instabilidade mental, Aline Villafañe apresentou como possíveis encaminhamentos centros de apoio gratuitos para atendimento tais com os Centros de Atenção Psicossociais (CAPS) e o Centro de Valorização da Vida (CVV), ambos integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Próxima atividade

No dia 22/09, às 9h, acontece a segunda atividade do Setembro Amarelo da ESPBA/Superh com a palestra virtual “O papel da escola na prevenção ao suicídio entre crianças e adolescentes”. O tema será apresentado pela Psicóloga Clínica e educacional, Fernanda Melo.

Os interessados devem realizar inscrição, através do endereço https://bit.ly/setembroamareloespba2209.

Fonte: ESPBA

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