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Cuidados ajudam a retardar as complicações do diabetes

10/11/2021 14:12

“Tenham cuidado com a alimentação, façam, exercícios, obedeçam aos médicos”. Quem dá a receita é o jovem Romenil Conceição da Silva, 28 anos, residente em Salvador, que tem uma rotina de vida muito limitada por causa do diabetes. Diz que “antes eu bagunçava muito”. Não levava o tratamento a sério. Com diabetes mellitus tipo 1, desde os dois anos, foi acompanhado inicialmente no Hospital das Clinicas, passando depois para o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba). Com deficiência visual desde os 16 anos e pé diabético, deixou de estudar na primeira série do ensino médio e não pode trabalhar.

Já Elaine de Deus dos Santos, 38 anos, residente no município de Amélia Rodrigues – a 89 km de Salvador – convive com o diabetes tipo 2, desde os 29 anos. Usa insulina três vezes por dia, mas segue as orientações que recebe da equipe do Cedeba e tem qualidade de vida. Faz exércitos físicos regularmente e cuida da alimentação. Aproveita para oferecer alimentação saudável para toda a família. Muito satisfeita com o atendimento no Cedeba, observa que “aqui tenho assistência do endocrinologista, da nutricionista, enfermagem e ainda tem o laboratório, onde faço exames”.

Atenção

Romenil e Elaine acompanham com a atenção a fala de Júlia Coutinho, coordenadora de Acompanhamento da Rede, da Codar/Cedeba, antes da exibição dos vídeos na manhã de hoje, encerrando a programação iniciada segunda-feira. Ela ressaltou a importância do Dia Mundial do Diabetes, doença que traz grandes impactos na vida dos pacientes. A informação é muito importante e deve ser multiplicada por toda a sociedade. “O que vocês aprendem aqui deve ser compartilhado com a família e a comunidade onde vivem”.

E muito importante – destacou Júlia Coutinho – que a pessoa com diabetes conheça seus direitos e deveres. Temos que entender – analisou – que a pessoa com diabetes é o motorista que precisa saber conduzir o tratamento com os conhecimentos que adquiriu, mas olhando em todas as direções – medicação, alimentação, exercícios físicos – e alerta aos sinais, como no trânsito, dando atenção especial ao sinal vermelho, que representa situação de perigo.

“O trabalho educativo do Cedeba, por meio da Codar, é focado no empoderamento da pessoa com diabetes, com um olhar de amor para reacender a esperança, mas é preciso que o paciente sinta-se sujeito do processo” destacou Júlia Coutinho.

Cuidados com os pés

Os pacientes assistiram, em seguida, ao vídeo sobre Pé Diabético e contaram com a presença da fisioterapeuta Lorena Guedes para tirar dúvidas. As perguntas mais frequentes foram sobre calçados. Lorena explicou que a pessoa com diabetes não deve andar descalça porque se houver perda da sensibilidade, não dá para percebe um ferimento. Os sapatos – explicou – devem ser confortáveis para evitar os calos. Também devem preferir os calçados fechados porque as sandálias oferecem maior risco de quedas.

Os pacientes também perguntaram sobre os cuidados com os pés. Lorena Guedes mostrou a importância do exame cuidadoso dos pés para verificar alguma alteração. Quando a pessoa tiver dificuldade de fazer exame (o caso daquelas com visão reduzida) deve pedir o apoio da família, lavar os pés com cuidado, enxugar bem entre os dedos (local que não deve ser usado creme) e hidratar.

Automedicação

Problema cultural que representa um grande risco à saúde da população é automedicação, tema do vídeo educativo da farmacêutica do Cedeba, Adriana Plácido, foi apresentado na recepção principal do Cedeba, dentro da programação do Dia Mundial do Diabetes. O farmacêutico, Sandro Sousa, também do Cedeba, tirou dúvidas dos pacientes.

O farmacêutico explicou que as pessoas não devem se automedicar pelos riscos de interação com outras medicações e de reações alérgicas graves. No caso das pessoas com diabetes – geralmente precisam usar vários medicamentos – o risco é ainda maior. Na nossa cultura – destacou Sandro – as pessoas usam medicamento sem qualquer cuidado. Muitas até armazenam, o que representa um risco para quem tem crianças. E até para descartar – pontuou- quando o medicamento vence, é preciso ter cuidados especiais para evitar danos ao meio ambiente.

Ascom Cedeba

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