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Assistência psicológica do Cedeba para diabéticos estimula autocuidado

23/11/2021 11:08

Aceitação, desconstrução de mitos e, também, conscientização sobre a importância do autocuidado para a garantia de uma vida saudável são questões trabalhadas com as pessoas com diabetes acompanhadas no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), na orientação da equipe de Psicologia, que integra a assistência multidisciplinar.

“A assistência psicológica é muito importante para as pessoas com diabetes porque a doença traz a necessidade de mudanças no estilo de vida. É preciso ter consciência de que se trata de uma doença crônica – que não tem cura, mas tem controle – e que acompanhará o paciente por toda a vida. E mudar hábitos não é simples, mas o diabetes, desde que haja adesão ao tratamento, possibilita vida normal: estudar, trabalhar, divertir-se”, afirma a psicóloga Marília Miranda.

A aceitação do diagnóstico é muito importante, segundo a psicóloga. Muitos pacientes dizem ter diabetes emocional (hipertensos também dizem que a doença é emocional). O emocional – pontua – potencializa as doenças em geral, mas não existe diabetes emocional. E quanto a aceitação do diabetes é mais difícil no tipo 2, porque ė mais complexo uma pessoa mudar o modo de vida depois 50 anos, por exemplo. Alimentação rica gordura e açúcar, consumo regular bebidas alcoólicas e refrigerantes são hábitos que terão de ser mudados.

Até mesmo o esquema das refeições tem quer alterado. As pessoas da zona rural acostumadas a três grandes refeições por dia – o café da manhã equivale a um almoço – têm que repreender a fazer mais refeições/dia em quantidades menores.

Nos casos de diabetes tipo 1 (criança e adulto jovem) o controle é mais fácil, quando o diabetes se manifesta na criança com menos idade. Na adolescência já é mais difícil. Mas em qualquer idade – criança ou adolescente – o diagnóstico de diabetes tipo 1 desestrutura as mães, segundo a Marília Miranda. Muitas vezes o Cedeba precisa encaminhá-las para tratamento na rede especializada. Deixar de trabalhar quando quando o filho recebe o diagnóstico de diabetes é muito frequente entre as mães. “E não há essa necessidade”, observa a psicóloga. Outro problema, também muito frequente,,” é a superproteção das crianças diabéticas pelas mães. Criança ou adolescente com diabetes tem que ser tratada como qualquer criança. A superproteção ė muito prejudicial”, segundo a psicóloga. A desinformação também ė um problema sério. Crianças e adolescentes com diabetes ainda sofrem discriminação na escola. Há casos de colegas que se afastam por acreditarem no absurdo de ser o diabetes doença contagiosa. Por isso, segundo a psicóloga, informações sobre diabetes devem ser divulgadas com muita ênfase para conscientizar os pacientes e a sociedade em geral.

Ascom do Cedeba

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