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1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids

01/12/2021 15:20

Todos os anos, em 1º de dezembro, é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a AIDS. Esta data constitui uma oportunidade para apoiar as pessoas envolvidas na luta contra o HIV e melhorar a compreensão do vírus como um problema de saúde pública global. Mesmo 40 anos após a primeira descrição da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), manifestação clínica grave causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), este agravo permanece como importante problema de Saúde Pública devido a sua magnitude e impacto socioeconômico.

Ao analisar o comportamento da AIDS no Brasil e na Bahia, ao longo dos anos, nota-se declínio do registro de casos e óbitos, fator que pode estar relacionado com a implantação de estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento para o controle da doença. Destaca-se que o avanço no tratamento com o uso adequado de antirretrovirais é a principal causa na mudança do perfil epidemiológico da doença, permitindo melhor qualidade de vida e aumento da longevidade às pessoas que vivem com o HIV. Vale ressaltar que a expansão da oferta de testes rápidos constitui-se em fator que favorece o conhecimento precoce acerca do estado sorológico.

A fim de determinar e aprimorar políticas públicas efetivas e de largo alcance à população, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica – DIVEP, investe na ampliação do acesso articulado nas Redes de Atenção à Saúde – RAS, com base nas demandas do território, aliada às intervenções conjugadas de Prevenção Combinada do HIV, nas ações de educomunicação, realiza o monitoramento dos casos de HIV e Aids, além de garantir medicamentos para infecções oportunistas, aquisição de insumos de prevenção (preservativos, gel lubrificante e fórmula láctea), ações distribuição de insumos estratégicos voltados para prevenção e testagem.

Principais dados epidemiológicos de HIV/Aids na Bahia:

A. Em 2019 foram notificados 2.848 casos de HIV com taxa de incidência de 20 casos por 100 mil habitantes;
B. 1.021 casos de Aids e taxa de incidência de 6,9 casos por 100 mil habitantes;
C. 571 óbitos que corresponde a taxa de mortalidade por Aids de 3,8 por 100 mil habitantes;
D. Em 2020 foram notificados 2.118 casos de HIV e taxa de incidência de 14,2 casos por 100 mil habitantes;
E. 779 casos de Aids e taxa de incidência de 5,2 casos por 100 mil habitantes;
F. 594 óbitos que corresponde a taxa de mortalidade por Aids de 4,0 por 100 mil habitantes;
G. Em 2021* já estão registrados no sistema de informação: 1.634 casos de HIV, 655 casos de Aids e 533 óbitos por Aids.

De acordo com os dados, nota-se uma significativa redução do número de casos, tanto de HIV quanto de Aids, o que pode estar relacionada à diminuição de testagens ocasionados pelos impactos da pandemia COVID-19, iniciada em 2020, que exigiu a reestruturação dos serviços de saúde para atender a esta inesperada demanda. Contudo, nota-se que em relação ao número de óbitos, não se observa grande variação no período apresentado.

Meta 95–95–95

A OMS definiu nova meta para acelerar resposta ao HIV até 2030, estabelecendo que 95% de todas as pessoas vivendo com HIV conheçam seu diagnóstico; 95% das pessoas diagnosticadas recebam tratamento antirretroviral e 95% das pessoas em tratamento possuam carga viral indetectável e não transmitam o vírus.

Este novo desafio evidencia a necessidade de intensificar a reestruturação dos serviços de saúde, qualificação dos profissionais e sistemas de informação, ampliação da oferta de testagem, implantação/ implementação da prevenção combinada nas unidades de saúde, caracterizada pela abordagem biomédica, comportamental e estrutural, nos contextos individuais e coletivos, bem como o fortalecimento da participação social.

É importante ressaltar que os métodos de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento estão disponíveis pelo SUS. Todos os cidadãos podem ter acesso ao diagnóstico, que é realizado preferencialmente em Unidades Básicas de Saúde, através dos Testes Rápidos, disponíveis em todos os municípios baianos.

Ainda como forma de ampliar a prevenção ao HIV, alguns municípios baianos como Salvador, Itabuna, Vitória da Conquista e Lauro de Freitas disponibilizam a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), estratégia direcionada às populações-chave de maior vulnerabilidade ao HIV, tais como: Pessoas Transexuais, Gays, Homens que fazem sexo com outros homens, Profissionais do Sexo, parcerias sexuais soro diferentes.

Nessa perspectiva, a SESAB fomenta a intensificação de ações estratégicas de prevenção (Profilaxia Pré-Exposição, Prevenção à Transmissão Vertical, Imunização para Hepatite B e HPV, utilização de preservativos), vigilância à saúde (testagem regular para HIV, outras IST e Hepatites Virais) e tratamento (Profilaxia Pós Exposição, tratamento a todas as pessoas vivendo com HIV/aids e diagnóstico e tratamento de todas as pessoas com IST e Hepatites Virais).

Fonte: Ascom/Suvisa

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