Programas e Projetos

PROCED – Projeto de Qualificação do Cuidado e Mobilização Comunitária em Diabetes

Módulos I e II – 2008 e 2009

Objetivos: Apoiar políticas de atenção à saúde de pessoas com Diabetes; Sensibilizar os gestores e capacitar os profissionais de saúde de nível superior para o cuidado ao diabetes; Desenvolver estratégias de disseminação do conhecimento e mobilização comunitária

Participantes: 50 profissionais de saúde de nível superior da Atenção Básica de:

Países – Guiné Bissau e Mocambique- pertencentes a Comunidade de Países de Língua Portuguesa
Estados – Acre, Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins
Municípios – Alagoinhas, Feira de Santana, Jacobina, Lauro de Freitas, Salvador e Vitória da Conquista

Atividades complementares ao treinamento: A Universidade do Diabetes – UNIDIA, metodologia interativa desenvolvida pelo CEDEBA, onde são demonstradas, de forma prática, ações que facilitem o auto-cuidado dos pacientes como – aplicação de Insulina e Hipoglicemiante Oral, aplicação de glicosímetro (monitoramento glicêmico), alimentação, cuidados com a boca, cuidado do pé, exercício físico e Saúde Cidadã.

PRODIBA – Programa de Interiorização da Assistência ao Diabetes na Bahia

Objetivos: Avaliar se o protocolo “Staged Diabetes Management – SDM” , desenvolvido pelo Internacional Diabetes Center (Minneapolis, MN, USA), poderia ser aplicado de maneira eficiente em unidades básicas de saúde e determinar se houve melhora no controle glicêmico dos pacientes das unidades básicas cujos profissionais foram capacitados pelo PROJAD- BA.

Resultados: Em 18 meses de monitoramento do projeto, conduzido em dois municípios da Bahia, observou-se, naqueles em uso do protocolo SDM, redução de 22% nos níveis de glicemia, significativa redução de 155 da HbA1, 6% de redução na pressão sistólica e 11% na pressão diastólica, donde se concluiu que o protocolo SDM foi efetivo, prático e de fácil utilização em unidades locais de saúde, que geralmente dispõem de limitados recursos tecnológicos.

PROJAD – Projeto para Interiorização/Municipalização da Atenção Básica ao Diabetes no Estado da Bahia

Objetivos: Descentralizar a atenção ao diabetes para 100% dos municípios do estado, através da capacitação de recursos humanos e sensibilização de gestores locais; Integrar os municípios capacitados às Redes Secundária e Terciária de assistência ao diabetes; Sistematizar a distribuição de hipoglicemiantes orais e insulina nos municípios habilitados

Resultados obtidos: Apesar das dificuldades encontradas, o PROJAD – BA capacitou 984 profissionais de nível superior, contribuindo para ampliação da cobertura da assistência ao diabetes em 71,45% dos municípios do Estado da Bahia, além de difundir a noção da importância do controle da doença outrora quase desconhecida no interior do estado.

Projeto Doce Conviver

Objetivos: Proporcionar um espaço para convivência e troca de experiências sobre o viver com diabetes;Promover educação em Diabetes, construindo conhecimentos a partir das experiências dos participantes;Sensibilizar para o auto cuidado e adesão ao tratamento; Identificar irregularidades no acompanhamento ambulatorial dos pacientes, orientando e realizando os encaminhamentos pertinentes; Estimular o exercício da cidadania, socializando informações sobre direitos dos usuários do SUS, participação e controle sociais; Socializar informações sobre política publica de saúde para atenção ao diabético e sua legislação específica;
Equipe multiprofissional: Assistentes sociais e enfermeiras (apoio de outros profissionais da equipe multiprofissional de forma pontual); Auxiliar administrativo;
Clientela: Pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 atendidos no ambulatório de diabetes, na endocrinologia geral (tireóide), e no programa de obesidade, em uso de medicação oral ou insulina.
Critérios de exclusão: portadores de cegueira total, cadeirantes com grandes amputações e pacientes em hemodiálise; Os pacientes residentes no interior, desde que tenham condições de transporte para assegurar a freqüência, podem participar dos grupos;
Local: Sala de educação
Frequência: 2 grupos por semana (quartas e quintas-feiras)
Horário: 7h às 11:00h (incluido o tempo para realizar controles glicêmicos/tensionais e para o lanche)
Composição dos grupos: Máximo de 14 pacientes
Duração dos grupos: 5 encontros quinzenais na primeira etapa e 2 encontros trimestrais para retroalimentação.
Metodologia de trabalho: Oficinas em dinâmica de grupo, com utilização da pedagogia problematizadora, voltada para o controle do diabetes, mas trabalhando também com os significados afetivos e as vivências relacionadas ao tema.

Recursos materiais e de apoio: Impressos; Formulário para entrevista de educação; Questionários de conhecimentos para alfabetizados e analfabetos; Formulário de avaliação do trabalho de grupo; formulário para registros dos controles diários das reuniões; formulários para condensar os dados dos grupos, questionário de adesão para os encontros de retroalimentação, formulários para encaminhamentos e solicitação de controles,impresso com os dados sobre o bom controle do diabetes, dentreoutros; Materiais informativos sobre Diabetes Mellitus; Cartilhas e folhetos; Álbum seriado; Jogos diabetes inteligente; Painéis; Gravuras, cartazes; Kit com seringas; Agulhas; Lancetas; Fitas; Glicosímetro; Insulinas e glicose; Materiais para dinâmicas de grupo; Massa de modelar; Tintas guache; Pincéis; Colas e demais; Aparelho de som e cds; Canetas

Fluxo do atendimento para formação dos grupos:
Pacientes são encaminhados para inscrição no Doce Conviver pelos profissionais da equipe, podendo utilizar o mesmo formulário de controle usado na consulta;
Atendente da sala de educação agenda para a primeira entrevista;
Assistente social e enfermeira realizam entrevista, checam prescrição medicamentosa, plano alimentar, e aplicam questionário de conhecimentos;
Assistente social e enfermeira agendam para primeiro encontro de grupo e entregam o formulário preenchido, para realizar os controles no posto de enfermagem;
Assistente social e enfermeira solicitam os prontuários ao SAME, verificam acompanhamentos, identificam complicações crônicas registradas e o resultado da última HbA1c, anotando dados na ficha de educação.

Fluxo do atendimento nas sessões grupais:
Paciente comparece as 7:00h, dirige-se ao posto de enfermagem com o formulário de controle recebido na entrevista e realiza os procedimentos;
Paciente dirige-se à sala de educação e entrega os controles à enfermeira que registra no formulário específico;
Enfermeira/assistente social agenda próxima sessão no cartão de aprazamento, anexa formulário de controle preenchido com a nova data e entrega ao paciente;
Enfermeira verifica na primeira sessão, quais os pacientes sem HbA1c para encaminhamento ao laboratório;
Ao final de cada sessão, enfermeira comenta resultados dos controles, orienta e reforça parâmetros para o bom controle do diabético;
Após terceira sessão de grupo, pacientes sem avaliação no serviço do pé, são agendados para primeiro atendimento;
Após última sessão de grupo, pacientes são agendados para retorno após três meses;
Na reunião de retroalimentação, pacientes sem exame recente são encaminhados ao laboratório para realizar nova HbA1c.
O detalhamento da metodologia das oficinas encontra-se no Projeto Doce Conviver original, sendo que em cada sessão aborda-se um tema central. A programação a execução da oficina é conjunta, enfermeira/assistente social, alternando-se a facilitação conforme especificidade do assunto e competência do profissional. Os temas encontram-se em anexo.

Estrutura de cada sessão:
Recepção, registro dos controles e comentários
Abertura da sessão com dinâmica específica
Retroalimentação (a partir da segunda sessão)
Introdução do tema através de uma dinâmica de grupo
Lanche
Exposição dialogada/Relato de experiência/Problematização
Exercício/demonstração
Encaminhamentos / Fechamento

Temas abordados nas Sessões de Grupo:
Identificação de conhecimentos e práticas sobre o diabetes – O que é diabetes e como se trata e qual a importância da educação para o controle do diabetes
Tratamento medicamentoso – antidiabéticos orais (tipos, indicação, ação, prescrição); insulinas: tipos, tempo de ação, técnica de aplicação, locais de aplicação, armazenamento, transporte.
Plano alimentar – Importância da alimentação no controle do diabetes, composição dos alimentos, substituição de alimentos, importância dos horários das refeições.
Complicações agudas: hiperglicemia e hipoglicemia – Orientações sobre quadro clínico de hipoglicemia, possíveis causas e formas de correção, Intercorrências e situações especiais.
Complicações crônicas do diabetes, prevenção e tratamento – O que é retinopatia, neuropatia e nefropatia, cuidados com o pé e a boca.
Prática de atividade física: Estresse e Lazer.
Monitorização glicêmica e sua importância para o bom controle do diabetes – Manuseio do glicosímetro e acesso aos insumos necessários para realização do controle.
Direitos dos usuários do SUS: Políticas públicas de assistência ao diabético – Controle e Participação Sociais, Parâmetros assistenciais: consultas e exames periódicos.