Biologia

O Setor de Biologia do CIAVE é formado pelo Laboratório de Animais Peçonhentos e pelo Jardim de Plantas Tóxicas. Atua junto à equipe multidisciplinar, tendo como atribuição principal a identificação de agentes biológicos, animais e plantas, que tenham ou não causado acidente, para auxilio ao diagnóstico.

Além desta atividade, presta consultoria a órgãos públicos, empresas e à comunidade em geral, através de palestras, feiras de saúde, eventos, incluindo respostas de identificação biológica por e-mail, fax, telefone, ofícios e etc. A equipe da Biologia é composta atualmente por dois biólogos e três estagiários de Ciências Biológicas.

Atividades Desenvolvidas

  • Acompanhamento de visitantes ao Laboratório e ao Jardim de Plantas Tóxicas após agendamento.
  • Preparo, inclusão e manutenção dos animais identificados na Coleção Didática.
  • Empréstimo do kit de animais quando solicitado para uso em feiras de saúde, cursos, palestras e outros eventos.
  • Supervisão e orientação a estudantes de Ciências Biológicas durante o período de estágio e a outros estudantes ou profissionais que desejam realizar pesquisas.
  • Epidemiologia dos agravos por animais peçonhentos e plantas tóxicas.
  • Participação na elaboração de projetos, trabalhos científicos, cursos de atualização, seminários, workshops e congressos.

Jardim de Plantas tóxicas

Ao completar 20 anos de funcionamento (2000), o CIAVE – Bahia inaugurou o Jardim de Plantas Tóxicas. A criação do jardim está de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde através do Projeto de Plantas Tóxicas, coordenado pela FIOCRUZ. No jardim, são cultivados espécies tóxicas mais comuns em nosso Estado. A sua finalidade é auxiliar na capacitação de pessoal, apoio diagnóstico e terapêutico e adoção de medidas de prevenção e controle junto às escolas, serviços médicos e à comunidade em geral.

O jardim foi construído na área externa do CIAVE – Bahia em Fevereiro de 2000, mede 8,50 X 4,50 metros, e está protegido por tela metálica, fechada com cadeados. Possui seis canteiros de 2,75 X 1,70 metros e contém as dez espécies mais freqüentes nos envenenamentos registrados no Estado da Bahia, devidamente identificadas pelos nomes científico e popular e por suas principais características tóxicas. São elas:

Nome popular Nome científico
Chapéu de Napoleão Thevetia nerifolia Jussieu
Cocó Colocasia antiquorum Schott
Comigo-Ninguém-Pode Dieffenbachia picta Schott
Coroa-de-Cristo Euphorbia milii L.
Espirradeira Nerium oleander L.
Graveto-do-Cão / Avelós Euphorbia tirucali
Mamona Ricinus communis L.
Mandioca Brava Manihot utilíssima Pohl
Pinhão Roxo / Pinhão Branco Jatropha curcas L.
Zabumba / Saia Branca Datura suaveolens