Panorama no Estado – Saúde da Mulher

A população feminina do Estado da Bahia é de 7.141.064 pessoas, representando 50,93% da população total; sendo que em toda a região Nordeste do Brasil, as mulheres em idade reprodutiva, entre 10 e 49 anos, representam uma parcela importante da população, aproximadamente 37% do total de população da Região (IBGE, 2010). A expectativa de vida ao nascer das mulheres brasileiras aumentou de 52,8 anos em 1950, para 72,5 anos em 2000, sendo que na Bahia, neste mesmo ano a expectativa foi de 70,78.

Na Bahia, as principais causas de mortes nas mulheres em geral são as doenças cardiovasculares (18,0%), as neoplasias (17,7%), as causas externas (16,7%), as doenças infecciosas e parasitárias (7,7%), as doenças do aparelho respiratório (5,9%), as doenças endócrinas e metabólicas (4,6%) e as doenças do aparelho digestivo (4,4). Chama a atenção o elevado número de mortes por causas mal definidas (13,0%) (SUVISA/DIS/SIM/SESAB, dados de 2009).

Em nosso Estado, a série histórica analisada de 2006 a 2011 demonstra taxas de mortalidade proporcional em que o câncer de mama (14,85%) figura como a principal causa de mortalidade, por câncer, na população feminina, seguido pelo câncer cérvico-uterino (7,82%), pulmão (7,23%),estômago (6,26%), fígado (4,86%) e pâncreas (3,85%).

No período de 2006 a 2010, observou-se um incremento na Taxa de Mortalidade Específica (TME) por Neoplasia de Mama Feminina, passando de 7,2/100.000 mulheres, em 2006, para 8,9/100.000 mulheres, em 2010. As faixas etárias mais acometidas são a partir dos 40 anos. A distribuição dessas taxas por Macrorregião de Saúde, no período, revela números mais elevados na Macro Leste (12,0), Sul (7,6) e Nordeste (6,6), respectivamente.

Diferentemente do padrão brasileiro, na Bahia, o câncer do colo do útero ocupa o 2º lugar na mortalidade por câncer, na população feminina. Esta neoplasia está diretamente associada à infecção pelo HPV, um vírus de transmissão sexual, que pode ser prevenido.

Na Bahia, a TME por neoplasia do Colo do Útero, em 2006 foi de 4,2/100.000 mulheres e em 2010, de 4,1/100.000, ou seja, não apresentou variação significativa. As mulheres mais acometidas tem idades a partir de 50 anos. As taxas mais elevadas, no período, estão distribuídas nas Macrorregiões Sul (5,7), Extremo Sul (5,4) e Leste (4,7), respectivamente.