A manhã do próximo domingo (20) será diferente para usuários e profissionais do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba): a partir das 8 horas, eles fazem a Caminhada "Saúde é Atitude", no Dique do Tororó, que deverá reunir cerca de 400 participantes. Antes da caminhada, serão realizados exercícios respiratórios, meditação, alongamento e dança, sob a orientação da equipe multidisciplinar do Cedeba, que inclui educador físico. A concentração será nas imediações do Restaurante Cheiro de Pizza, onde os inscritos receberão a camisa do evento e o kit com água e lanche.
A caminhada "Saúde é Atitude" é uma iniciativa do Núcleo de Obesidade do Cedeba e, segundo a coordenadora do Núcleo, a endocrinologista Teresa Arrutti, tem como objetivo chamar atenção para a importância de hábitos saudáveis, principalmente a prática de exercícios físicos. No local da caminhada, profissionais do Cedeba darão orientações sobre alimentação saudável e exercícios físicos.
Mudança de Hábitos
O tratamento da obesidade e do diabetes enfrenta como desafio a mudança de hábitos, segundo explicam especialistas do Cedeba, e uma das mudanças importantes consiste em trocar o sedentarismo pela prática de atividades físicas. A caminhada é sempre a atividade mais recomendada por não ter custos e, portanto, ser acessível a todas as pessoas.
Segundo a psicóloga do Cedeba Pilar Dacal, a atividade física ajuda a elevar a auto-estima, condição muito importante para o paciente enfrentar a doença, tanto no diabetes como na obesidade. É, também, aliado importante no tratamento da depressão, explicou a psicóloga..
No caso da obesidade e do diabetes, a atividade física é muito importante porque o tratamento exige mudanças de hábitos. E o exercício físico ajuda a construir e manter a disciplina. Além disso- pontua- o paciente passa a ter maior visão do seu próprio corpo e, na medida em que o exercício vai produzindo mudanças positivas, ele se sente mais motivado a prosseguir
A obesidade, um dos fatores de risco para diabetes, doença coronariana , hipertensão, doenças osteoarticulares, dislipidemia e alguns tipos de câncer, já foi definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como nova síndrome mundial, de alta prevalência em países com economia emergente e um problema de saúde pública. Por isso, projetos educacionais são essenciais para o trabalho com obesidade, segundo profissionais do Núcleo de Obesidade do Cedeba.
A.M.V. Mtb 694/Ba
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